Metodologia IFN-SC

Metodologia IFN-SC

  • Última atualização em Terça, 05 de Junho de 2018, 08h52

ifn sc metodologia grade pontos amostraisO Inventário Florestal Nacional (IFN) baseia-se na coleta de dados em campo para conhecimento da qualidade e condição das florestas, em milhares de pontos amostrais sobre todo o país.

Em Santa Catarina, a coleta de dados em campo ocorreu em 578 pontos amostrais (conglomerados) distribuídos sistematicamente sobre todo o território do estado, localizados nas interseções de uma grade de 10 x 10 km. Na região oeste, mais precisamente na Floresta Estacional Decidual, utilizou-se uma grade de 5 x 5 km devido à intensa fragmentação, visto que a grade de 10 x 10 km resultaria em poucos pontos amostrais e impossibilitaria estimativas robustas das variáveis de interesse. Dos 578 pontos amostrais, 197 foram instalados na Floresta Ombrófila Densa, 143 na Floresta Ombrófila Mista, 78 na Floresta Estacional Decidual e três na Restinga. Além disso, 157 pontos amostrais foram instalados e medidos em locais situados em outros usos da terra. Estes pontos amostrais foram destinados ao levantamento de “Árvores Fora da Floresta” (AFF) e de florestas plantadas, incluindo áreas com árvores isoladas e vegetação em estágio inicial de sucessão.

As informações foram levantadas em três componentes: mapeamento, coleta de dados biofísicos e levantamento socioambiental.

Mapeamento

As análises referentes à extensão dos recursos florestais de Santa Catarina basearam-se nos dados do mapeamento temático realizado pelo PROBIO – Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira.

Coleta de dados biofísicos

Em cada ponto da grade amostral foi instalado um conglomerado com quatro subunidades amostrais de 1.000 m² (20 m x 50 m), representando uma área total de 4.000 m². Em cada subunidade foram levantadas as características de uso do solo e coletados dados da vegetação existente, como o diâmetro e altura total das árvores, palmeiras e samambaias que atenderam ao critério de inclusão do diâmetro à altura do peito (DAP) igual ou superior a 10 cm (e excepcionalmente na Restinga com DAP igual ou superior a 5 cm).

Foram também registradas a qualidade e a sanidade das árvores e coletadas amostras de material botânico (folhas, flores e frutos). Ainda, em cada subunidade foram registradas as coordenadas cartesianas x e y de cada indivíduo, bem como a presença de lianas e epífitos.

Um levantamento florístico adicional de plantas vasculares foi realizado através da coleta de todo material botânico fértil ao alcance das equipes dentro e nos arredores dos conglomerados e nos caminhos de acesso.

Além disso, foi conduzido um estudo sobre a diversidade genética de 13 espécies contidas em listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção (MMA 2008; MMA 2014; CONSEMA 2014) e que apresentam demanda econômica ou social.

Em cada ponto amostral foi feita a classificação do uso da terra, medição da necromassa, coleta de amostras do solo, dentre outras observações.

Todas as coletas botânicas foram enviadas ao Herbário Roberto Miguel Klein (FURB) da Universidade Regional de Blumenau para a identificação das espécies e tombamento.

Levantamento socioambiental

Para aplicação do questionário socioambiental, foram selecionados domicílios no entorno de 123 conglomerados. A coleta de dados socioambientais foi feita por meio de entrevistas domiciliares e teve como objetivo obter informações sobre o uso de produtos florestais e a percepção dos moradores locais sobre os recursos florestais.

Foram entrevistados 777 moradores rurais que vivem no entorno das unidades amostrais de coleta de dados do IFN-SC.

Baixe o relatório com os pdf principais resultados do IFN-SC (17.88 MB) .

 

 

 

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