Serviço Florestal Brasileiro recebe primeira Patente de Invenção a projeto que aproveita embalagens longa vida

Serviço Florestal Brasileiro recebe primeira Patente de Invenção a projeto que aproveita embalagens longa vida

  • Publicado: Terça, 17 de Novembro de 2020, 14h21
  • Última atualização em Terça, 17 de Novembro de 2020, 14h22

A patente foi concedida pelo programa Patentes Verdes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) conquistou, no último dia 11, a sua primeira Patente de Invenção referente a projeto que reutiliza embalagens longa vida por meio do Programa Patentes Verdes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O projeto é resultado de uma pesquisa inovadora conduzida pelos pesquisadores Divino Eterno Teixeira e Fernando Nunes Gouveia, servidores do Laboratório de Produtos Florestais (LPF), vinculado ao SFB. O estudo prevê a reutilização das embalagens longa vida após consumo, que são trituradas e misturadas a materiais como cimento, gesso e madeira na produção de novos produtos.

2020 11 17 patentes embalanges longa vida 01A Carta de Invenção “Painel Composto de Embalagens Longa Vida Pós Consumo, Cimento ou Gesso e, Opcionalmente Partículas de Madeira, bem como o Processo de Sua Fabricação”, registrada sob o nº BR102013029377-6, representa um importante ganho para o desenvolvimento da reciclagem no país.

Segundo o pesquisador Divino Eterno, “as embalagens longa vida são muitos utilizadas na conservação de alimentos, mas a sua destinação pós-consumo nem sempre ganha uma nova vida. Dessa forma, desenvolvemos esse estudo que dá um destino às também chamadas embalagens cartonadas.  Essas embalagens após o consumo, passam por um processo de trituração e mistura com outros materiais agregados, como o cimento, o gesso e a madeira, e um aditivo que possibilita o uso em divisórias, forros, isolamentos acústicos, tapumes, blocos e outros”.

Em 2018, segundo a associação Compromisso Empresarial Para Reciclagem (CEMPRE), a taxa de reciclagem de longa-vida foi de 29,1%, totalizando em mais de 70 mil toneladas. Ainda assim, mais da metade das embalagens longa-vida são descartadas sem reaproveitamento.

A patente foi concedida pelo programa Patentes Verdes do INPI, que objetiva identificar projetos de inovação que contribuem para as mudanças climáticas globais e possibilitam novas tecnologias que possam ser rapidamente usadas pela sociedade.

“Após uma espera de sete anos do pedido da patente, a concessão enfim chegou. Isso significa que o SFB terá vinte anos para explorar, em todo o território nacional, todos os direitos previstos na legislação em vigor garantidos pela Carta concedida”, explica Divino.

A invenção foi publicada na Revista da Propriedade Industrial Nº 2601 do INPI e representa um importante ganho para o descarte e reaproveitamento das embalagens, bem como, para o desenvolvimento do trabalho com produtos reaproveitados e florestais no Brasil.

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