Webinário debate o desenvolvimento da cadeia do babaçu no Maranhão e no Piauí

Webinário debate o desenvolvimento da cadeia do babaçu no Maranhão e no Piauí

  • Publicado: Sexta, 28 de Agosto de 2020, 09h57
  • Última atualização em Sexta, 28 de Agosto de 2020, 10h43

Dentre os produtos florestais não madeireiros oleaginosos, o babaçu apresenta o maior potencial econômico do pais

2020 08 27 babacu capa

O webinário “Bioeconomia da Floresta: Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento da Cadeia do Babaçu no Maranhão e no Piauí” foi realizado nesta quinta-feira (27). O encontro debateu desafios e oportunidades para a promoção da cadeia do babaçu, oportunidades de promoção e de crédito para a cadeia da sociobiodiversidade e oportunidades de compra e subvenção de produtos das cadeias da sociobiodiversidade.  

O evento foi promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro e contou com a participação de representantes da Embrapa Cocais, da Cooperativa Central de Cerrado, da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Companhia de Abastecimento (Conab). 

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, destacou o babaçu, dentre os produtos da sociobiodiversidade, como o de maior potencial econômico da região.

“Sabemos da importância econômica e social para as comunidades que fazem o manejo do babaçu, como as quebradeiras de coco. Por isso, o Laboratório de Produtos Florestais pode ser um grande parceiro com as pesquisas já realizadas e as quem podem ser feitas. Nós temos que buscar meios que melhorem a vida dos povos que vivem da bioeconomia da floresta”, afirmou Colatto.

2020 08 27 babacu 01

Bioeconomia 

Colatto destacou ainda que “a bioeconomia está crescendo muito, mas precisa se organizar. As pesquisas devem agregar valor aos produtos e gerar mais renda aos produtores rurais”.

O diretor de pesquisa e Informação Florestal do SFB, Humberto Navarro, destacou que a produção de babaçu no Brasil é de 50 mil toneladas, sendo cerca de 93% produzido no Maranhão e 3%, no Piauí.  

“O babaçu é um produto florestal não madeireiro com grande potencial de exportação. O óleo da amêndoa, produzido nos estados do Maranhão e do Pará, é exportado para os Estados Unidos e para a Holanda. Esses dados foram levantados pelo Inventário Florestal Nacional e pelo Sistema Nacional de Informação”, informou Navarro.

Quebradeiras de coco

O pesquisador da Embrapa Cocais, José Mário Frazão, trabalha há muitos anos com a cadeia do babaçu e pondera que “a atividade econômica do babaçu ocorre em maior número nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins”.

“Atualmente, 117 mil toneladas de amêndoas envolvem o trabalho de 80 mil famílias e beneficiam nove indústrias de extração de óleo. O desafio que temos de enfrentar é melhorar o nível tecnológico no processo de inovação com soluções tecnológicas inclusivas, agregar valor aos subprodutos e melhorar a qualidade de vida e a renda das quebradeiras de coco. Vale ainda dizer que essas mulheres são responsáveis por manter as florestas de babaçu em pé”, defendeu o pesquisador.

A Gerente de Produtos da Sociobiodiversidade da Conab, Ianelli Loureiro, explicou como funciona a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade, específico para extrativistas. “É uma política antiga que tem o objetivo de pagar a diferença direto na conta corrente do produtor sempre que o preço de venda cair abaixo do preço mínimo. Somente entre 2017 a 2020, foram subvencionados 17 mil toneladas de amê2020 08 27 babacu 02ndoa de babaçu e a Conab pagou R$27,5 milhões para 9.882 extrativistas”, informou a gerente.

Webinários

O seminário “Bioeconomia da Floresta: Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento da Cadeia do Babaçu no Maranhão e no Piauí” foi o quinto de um total de 7 encontros virtuais, que visam estimular a atuação dos gestores dos municípios para promoção da bioeconomia da floresta, com o foco no fomento e no desenvolvimento da cadeia do produto nos estados produtores.

Os webinários têm como público alvo secretários municipais de Agricultura e de Meio Ambiente, prefeitos, técnicos extensionistas da Emater e de cooperativas e de consórcios públicos, pesquisadores, estudantes e público em geral. Todas as edições serão transmitidas pelo Serviço Florestal Brasileiro em seu canal do Youtube.

Programação:

Cadeia do açaí e castanha (Amazônia): 24/09 - 14h30

Cadeia do açaí e castanha (Amazônia): 30/09 - 14h30

Canal: Youtube.com/SFBflorestal

Categoria:

 Contato para a Imprensa

Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação
(61) 2028-7130/ 7155
imprensa@florestal.gov.br

Siga-nos no Twitter: sfb_florestal
Facebook: florestal.gov
Youtube: SFBflorestal