LPF e Universidade de Goiás assinam ACT para aprofundar pesquisas sobre fungos xilófagos

LPF e Universidade de Goiás assinam ACT para aprofundar pesquisas sobre fungos xilófagos

  • Publicado: Quarta, 22 de Abril de 2020, 16h50
  • Última atualização em Segunda, 13 de Julho de 2020, 12h52

Os estudos vão incluir a identificação de fungos causadores de podridão do lenho coletados no Brasil  

2020 04 22 ACT 02O Serviço Florestal Brasileiro e a Universidade Estadual de Goiás (UEG) assinaram, em abril (15), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas de interesse mútuo, para a valorização da madeira e dos recursos florestais. Outro intuito do instrumento é dar apoio às atividades de pesquisa e extensão relacionadas à formação e capacitação técnico-científica dos profissionais do Laboratório de Produtos Florestais (LPF) e de professores, técnicos e alunos da UEG.  

De acordo com o ACT, a área de Biodegradação e Preservação do LPF, através de cooperação direta com o Laboratório de Micologia Básica, Aplicada e Divulgação Científica da UEG (FungiLab), desenvolverá atividades e projetos em conjunto no sentido de ampliar e aprofundar a pesquisa sobre fungos xilófagos. Esse estudo inclui a realização de coletas de espécies nativas; de ensaios de apodrecimento acelerado e em campo; da caracterização geral e específica desses isolados e da interação fungo-madeira. 

Para a coordenadora do LPF, Lidiane Moretto, “o ACT com a Universidade de Goiás é muito relevante pois permitirá testes com fungos do Brasil, tornando os resultados de pesquisa de podridão do lenho mais realistas diante da diversidade do país”.  

“A implementação do ACT se dará com o intercâmbio de materiais, recursos humanos e tecnologias entre as Instituições, sendo que a UEG realiza a coleta e identificação 2020 04 22 ACT 03morfológica de fungos xilófagos de espécies nativas, enquanto o LPF utiliza espécimes fúngicos conhecidos por serem modelos clássicos”, afirmou.  

Os ensaios realizados pela área de Biodegradação e Preservação, atualmente, utilizam espécimes fúngicos conhecidos por serem causadores de podridão do lenho, no entanto, coletados fora do país. Com o novo plano de trabalho, será possível também a ampliação da Coleção de fungos do LPF, introduzindo espécies nativas com potencial para utilização em seus ensaios, bem como, em outros estudos aplicados. Com isso, ao promover a preservação do patrimônio genético do país, haverá o aumento de valor intangível às pesquisas. 

O ACT terá vigência de cinco anos e não vai gerar obrigações financeiras, de qualquer espécie e nem transferência de recursos financeiros entre as instituições. A importância da parceria inclui o fortalecimento do papel institucional e dos objetivos finalísticos do LPF e da UEG, enfatizando a disponibilidade dos servidores diretamente envolvidos na troca de experiências em outras áreas da ciência florestal. Além de viabilizar e potencializar projetos, otimizando ou reduzindo custos operacionais na pesquisa florestal.  

Por meio dessa parceria, o SFB e a UEG promovem, ainda, a valorização de seus recursos humanos por meio da troca de experiências entre um centro especializado e uma instituição de ensino. Esse intercâmbio é substancial tanto para os processos de ensino e aprendizagem quanto para a capacitação contínua de seus profissionais.  

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