ACT entre Serviço Florestal e Censipam vai desenvolver tecnologia de monitoramento nas concessões florestais

ACT entre Serviço Florestal e Censipam vai desenvolver tecnologia de monitoramento nas concessões florestais

  • Publicado: Quarta, 18 de Março de 2020, 14h30
  • Última atualização em Quarta, 18 de Março de 2020, 14h30

O uso de imagens de radar permite o monitoramento da exploração seletiva de madeira na Amazônia em qualquer época do ano

2020 02 20 monitoramento

O Serviço Florestal Brasileiro e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) assinaram nesta terça-feira (17) Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para o desenvolvimento conjunto de metodologia de detecção, mapeamento e monitoramento de extração seletiva de madeira nos Planos de Manejo Florestal nas áreas sob concessão florestal, através de imagens de radar.

O ACT foi assinado por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), terá validade de 5 anos e ainda prevê a capacitação e transferência de conhecimento através de treinamentos e missões conjuntas de campo entre os técnicos das duas instituições envolvidas.

O uso de tecnologias pelo Serviço Florestal Brasileiro tem sido diferencial para fazer a gestão dos recursos florestais brasileiros. No entanto, as tecnologias de acesso franqueado não têm permitido o monitoramento contínuo da atividade de exploração seletiva de madeira por causa da escassez de recursos humanos e de infraestrutura adequada para realizar o processamento de imagens via satélite em grandes áreas.Essas imagens, usadas atualmente pelo Serviço Florestal Brasileiro, possuem resolução espacial média a baixa, variando entre 5 e 30 metros.

A utilização de imagens óticas para a detecção de exploração seletiva fica bastante comprometido por causa da intensa cobertura de nuvens na região amazônica. Em 2018, não foi possível fazer nenhuma imagem da Flona de Caxiuanã sem cobertura de nuvens, o que impediu o Serviço Florestal Brasileiro de avaliar remotamente a exploração seletiva de madeira nesta área.

Para o gerente de Monitoramento da Diretoria de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro, José Humberto Chaves, “o sucesso no uso desta tecnologia vai permitir o monitoramento da extração seletiva da madeira em qualquer época do ano e região da Amazônia, criando condições de automação de alertas e trazendo economia no processo de monitoramento de campo”.

Parceria

Esse ACT não prevê transferência de recursos ou obrigações financeiras entre as instituições envolvidas. Ao Serviço Florestal Brasileiro caberá disponibilizar informações de campo sobre a exploração de madeira nas florestas públicas sob o regime de concessão florestal, disponíveis no seu Sistema de Cadeia de Custódia, dentre outras ações.

Além disso, dados de parcela obtidos pela tecnologia LIDAR, usado pelo SFB, também poderão ser utilizadas para o desenvolvimento da metodologia de detecção de exploração seletiva utilizando as imagens de radar. LIDAR é uma ferramenta de mapeamento usando varredura a laser. Essa tecnologia utiliza sensores transportados em aviões e permite um levantamento detalhado de características do terreno, vegetação e infraestrutura existente nas áreas de concessões florestais.

O Censipam tem a missão de monitorar da Amazônia através de dados de radar, advinda da época da aquisição do sensor aerotransportado R-99, na década de 90, e já atende a parceiros como IBAMA e ICMBio com detecções sistemáticas de desmatamento (corte raso) nos períodos de maior cobertura de nuvens na Amazônia.

No ano de 2018 foram realizados, pelo Censipam, testes de detecção semi-automática de extração seletiva de madeira na Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, sob regime de concessão florestal, com a finalidade de testar a adequabilidade das imagens de radar orbital para a detecção dessas feições. Os testes demonstraram que tais imagens possibilitam a identificação das feições relacionadas à atividade de extração madeireira seletiva e, portanto, são avaliadas como importantes ferramentas de monitoramento de regiões com persistente cobertura de nuvens, já que os radares são sensores ativos, ou seja, não dependem da reflectância solar e seu sinal é capaz de atravessar nuvens, fumaça e outras partículas.

O Sistema de Cadeia de Custódia é o conjunto de procedimentos adotados para o rastreamento dos produtos florestais madeireiros explorados nas áreas sob concessão florestal, que abrange desde a derrubada de árvores, seccionamento e transporte das toras até a sua transformação na primeira unidade processadora, controlados por meio de um sistema informatizado. Desde o início da execução dos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), os concessionários devem inserir no SCC dados de suas atividades, o que permite ao Serviço Florestal Brasileiro controlar a produção e o transporte dos produtos madeireiros em áreas sob concessão florestal.

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