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Manejo da araucária é debatido por pesquisadores na Iufro

  • Publicado: Sexta, 04 de Outubro de 2019, 17h44
  • Última atualização em Sexta, 04 de Outubro de 2019, 17h45

A espécie é nativa da Mata Atlântica e é classificada como ameaçada de extinção

2019 07 24 IUFRO AraucariaO diretor de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Veloso, o pesquisador da Embrapa, Erich Schaitza - que fez a mediação, o professor da Universidade Regional de Blumenau, Alexander Vibrans, a pesquisadora da Embrapa, Valderez Souza, o pesquisador da Embrapa Florestas, Ivar Wendling, e o professor da Unicentro, Afonso Figueiredo, conduziram, na manha desta sexta-feira (4/10), o evento paralelo “Manejando Araucária”, dentro da programação do Congresso Mundial da Iufro 2019.

O encontro foi dividido em duas etapas. A primeira se compôs da apresentação de trabalhos científicos dos pesquisadores mostrando a situação atual da Floresta de Araucária na região Sul do Brasil. A segunda etapa vai acontecer na manhã de sábado (05/10) e consistirá na participação da plateia, que poderá contribuir com suas pesquisas, saberes e vivências acerca do assunto.

Inventário

2019 10 04 Manejo Araucaria Iufro 1Joberto Veloso explicou a estratégia utilizada na coleta dos dados biofísicos e socioambientais realizada para a produção do Inventário Florestal Nacional (IFN) e, também, mostrou os dados sobre a incidência e o uso da araucária, obtidos pelo IFN, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“As informações contidas no Inventário Florestal Nacional sobre a ocorrência da Araucária Angustifolia na região Sul do Brasil são uma contribuição valiosa para que encontremos um caminho para o uso e conservação dessas espécies que estão envelhecendo”, ressaltou.

Manejo Sustentável

O professor Afonso Figueiredo Filho, da Unicentro, se dedica aos estudos da araucária desde 1978. Ao longo do tempo vem estudando o crescimento, mortalidade e ingresso dos indivíduos dessa espécie nas florestas, na região de Irati (PR) e Três Barras (SC), por meio do Projeto Imbituvão. O projeto foi criado 2010, com apoio da Universidade de Rottenburg, e tem como foco a sustentabilidade e produtividade de 36 pequenas propriedades rurais e entende que o manejo é um dos meios para garantir a renovação da araucária nessa região.

Segundo Figueiredo Filho, “na área em que o Projeto Imbituvão atua, percebemos que não há regeneração e recuperação da Araucária, desta forma, o manejo sustentável e controlado, feito com responsabilidade, de forma artesanal e de baixo custo, pode garantir renda para o proprietário”.

Ameaça

2019 10 04 Manejo Araucaria Iufro 2O pesquisador da Embrapa Florestas, Ivar Wendling, observou que a paisagem da árvore araucária vista no Paraná é da espécie madura, com 60 a 100 anos, que apesar de bonitas refletem uma tragédia por iminência da extinção. A exploração desenfreada foi um dos grandes problemas pelos quais a espécie passou na década de 1920, o que a colocou na lista de ameaça de extinção. A pesquisa e o produtor rural devem encontrar alternativas para a regeneração e conservação dessa floresta.

“Hoje é desestimulante para o produtor manejar a araucária, pelas dificuldades e empecilhos que encontra nesse processo. Há algumas propostas para a conservação perante o uso. Uma dessas estratégias passa pelo plantio para a colheita do pinhão, que na estatística de 2014 rendeu 44 milhões de reais no mercado interno. A formação de pomar para a extração de pinhão com plantação de mudas enxertadas diminui o custo, garantindo sustentabilidade ao produtor”, concluiu o Wendling.

A araucária é uma espécie nativa que consta da lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Em 2006, pulou de vulnerabilidade para espécie criticamente ameaçada, na listagem da União Mundial para a Natureza (IUCN).

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