Serviço Florestal ensina a identificar madeira

Serviço Florestal ensina a identificar madeira

  • Publicado: Terça, 11 de Agosto de 2009, 17h01
  • Última atualização em Sábado, 17 de Março de 2018, 01h01

Curso para agentes do Ibama e policiais começa nesta segunda,10, em Brasília. Treinamento é mais uma ação contra comércio ilegal

 

Uma equipe de 25 agentes do Ibama, policiais civis, federais e militares começa a ser treinada nesta segunda-feira, 10, para identificar espécies de madeiras brasileiras. A capacitação oferecida pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro vai ajudar a combater o comércio de madeira ilegal.

 “O técnico só vai saber se o que o caminhão está levando é a madeira descrita no Documento de Origem Florestal se souber reconhecê-las”, diz a bióloga e coordenadora do curso, Vera Coradin. Em 2009, o Ibama apreendeu em torno de 70 mil m³ de madeira serrada e em tora.

 As aulas vão focar a identificação de madeiras de amplo uso comercial – como cedro, cerejeira e tauari – e aquelas ameaçadas de extinção ou com restrição legal de corte. Esses grupos reúnem cerca de 60 espécies dentre as mais de cinco mil existentes no país.

Um dos dias de aula será dedicado ao estudo de madeiras parecidas com o mogno, a mais valiosa madeira brasileira. Seu metro cúbico pode chegar a R$ 5 mil no mercado internacional.   “Existem madeiras de menor valor comercializadas como se fossem mogno, como a Andiroba, o Cedro e o Jitó, que são da mesma família”, diz Vera.

 

 Características

Para diferenciar uma madeira da outra é preciso analisar sua “impressão digital”. A cor, o cheiro, a textura, a quantidade e a distribuição dos poros são alguns dos fatores que formam a identidade de cada uma. A análise pode ser feita a olho nu ou com auxílio de uma lente portátil de 10 vezes de aumento.

 Os participantes vão aprender a identificar, além da madeira em tora ou serrada, o carvão. A estrutura anatômica da madeira não muda nem com a sua queima, o que permite identificar se amostras de carvão vieram ou não de espécies proibidas. Só árvores de florestas plantadas podem servir de matéria-prima para o produto.

  “Capacitar o pessoal da ponta para ter segurança na identificação de madeira é crucial para as nossas atividades”, diz o superintendente do Ibama no estado de Rondônia, César Guimarães, que terá 15 participantes no curso.

 O trabalho vai ajudar a reforçar a fiscalização na região nas estradas, por exemplo. “O trabalho dos identificadores de madeira na barreira é fundamental, sem eles não há condições de manter barreira”, diz. Em Vilhena, perto da divisa com o Mato Grosso, há seis profissionais capacitados a identificar madeira que se revezam 24 horas por dia.

 Este ano, os participantes virão de Rondônia, estado onde houve a primeira concessão florestal. Também farão parte da turma profissionais da Secretaria do Meio Ambiente de Rondônia, Polícia Federal no Estado de Rondônia, Polícia Civil de Rondônia, Polícia Militar Ambiental de Rondônia e do Instituto de Criminalística da Polícia Federal em Brasília. Os cursos de identificação de madeira ministrados pelo Laboratório de Produtos Florestais desde 1984.

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