Flona do Jamari completa 25 anos

Flona do Jamari completa 25 anos

  • Publicado: Sábado, 12 de Setembro de 2009, 16h43
  • Última atualização em Sábado, 17 de Março de 2018, 00h44

Autoridades do Serviço Florestal e do Instituto Chico Mendes participam de cerimônia nesta sexta, 25

 

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, e a diretora de Planejamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Silvana Canuto, participam nesta sexta-feira, 25, da cerimônia de comemoração aos 25 anos da Floresta Nacional do Jamari, localizada em Rondônia.

O evento terá a presença de representantes do governo estadual e de entidades da sociedade civil. A programação inicia com palestra sobre a gestão da Flona do Jamari e prossegue com apresentação sobre a Lei de Gestão de Florestas Públicas, seguida de visita ao viveiro de mudas da Flona e à área em processo de recuperação após atividade mineradora.

Para Hummel, a data coloca em pauta a importância de melhorias constantes na Flona a exemplo de “ações para proteger a unidade a fim de evitar invasões e exploração ilegal de madeira, ordenar a atividade de mineração que existe dentro dela, realizar pesquisas para a unidade e para as concessões florestais e promover o ecoturismo”, diz.

O diretor-geral também acredita que a comemoração será uma oportunidade para debater o uso da estrutura disponível na Flona para atividades de formação ambiental, por exemplo, “treinamento de servidores, treinamentos para práticas florestais e educação ambiental”, diz.

 

Histórico

A Flona do Jamari foi criada pelo Decreto 90.224, de 1984, que definiu uma área de 215 mil hectares para a Floresta. Por ser uma unidade de conservação de uso sustentável, a Flona permite atividades de uso sustentável de parcela de seus recursos naturais.

Essa característica possibilitou que a unidade de conservação – localizada a 120km de Porto Velho – recebesse a primeira concessão florestal do país, promovida pelo Serviço Florestal Brasileiro. Jamari foi escolhida por ter plano de manejo, conselho consultivo, inventário florestal, estar perto de pólos madeireiros significativos e possuir potencial florestal, que são pré-requisitos para a concessão.

“A Flona é um ecossistema importante para os municípios do entorno, e não vamos ter a flona imobilizada. Ela vai gerar renda e emprego”, diz Hummel.

A área de concessão reúne três unidades de manejo, de 48 mil hectares, 32,9 mil hectares e 17 mil hectares, totalizando 96 mil hectares. O processo licitatório inciou em 2007 e teve como vencedores duas empresas e um consórcio, que poderão usar produtos madeireiros e não madeireiros por até 40 anos.

Com a medida, o governo age em uma série de demandas para a Amazônia. A disponibilização de áreas legalizadas para exploração florestal, por exemplo, ajuda a ordenar o uso das terras na região e evita a grilagem.

As concessões também aumentam a oferta de madeira legal e estimulam a economia florestal de base sustentável, pois a madeira e os produtos não madeireiros – óleos, resinas e casas – só podem ser retirados por meio de manejo florestal. Por meio dessa técnica, só é tirado da floresta o que ela consegue repor.

 

 Comunidades

Um dos objetivos das concessões é promover o desenvolvimento local a partir dos empregos gerados na região e do aumento da atividade econômica nas cidades próximas. Por esse motivo, o edital estimula que os concessionários empreguem mão de obra local, processem a madeira nos municípios para agregar valor ao produto e invistam em infraestrutura.

Durante o processo de concessão, o Serviço Florestal busca ainda resguardar direitos das comunidades que moram no interior da Flona. Os comunitários têm o direito exclusivo de explorar açaí e castanha-do-pará. A região onde as comunidades moram também são excluídas das áreas de concessão.

Os municípios se beneficiam ainda dos recursos arrecadados com as concessões. Do total, 20% são direcionardos aos municípios e outros 20% para o estado em que se localiza a Flona.

 

Programação

10h – abertura

10h40 – Gestão da Floresta Nacional do Jamari: desafios e oportunidades

11h20 – Lei de Gestão de Florestas Públicas e Concessão Florestal

12h – Entrega de placas comemorativas

12h20 – Coffee Break

12h40 – Visita ao viveiro de mudas e área em processo de recuperação ambiental pós-mineração

15h - Encerramento

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