Bambu pode viabilizar moradias em comunidades carentes

Bambu pode viabilizar moradias em comunidades carentes

  • Publicado: Segunda, 21 de Setembro de 2009, 16h35
  • Última atualização em Sábado, 17 de Março de 2018, 00h39

Serviço Florestal Brasileiro e UnB, que pesquisam a tecnologia, realizarão minicurso para estudantes

 

O bambu pode ser uma alternativa na construção de casas de baixo custo, e para mostrar a viabilidade de moradias feitas com esse material, pesquisadores do Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro e da Universidade de Brasília vão construir um modelo em tamanho real até 2011.

"O projeto visa criar uma cultura de utilização do bambu, que cresce rápido, é de fácil adaptação em regiões com climas distintos, tem manejo simplificado e não precisa ser replantado", diz o pesquisador do Laboratório Sérgio Almeida. O estudo tem ajuda financeira do CNPq.

Toda a estrutura da casa, das paredes ao teto, usará painéis de bambu combinados com madeira. O painel laminado colado será feito por camadas de tiras (taliscas) de bambu coladas lado a lado. As equipes vão analisar como o material se comporta com a exposição à vento, sol e chuva.

Os pesquisadores do LPF vão testar formas de colagem dos painéis e ajudar no desenvolvimento da concepção da moradia, entre outras atividades. A cooperação entre os estudiosos e a UnB vem desde 2005, quando foi assinado um convênio para apoio do LPF ao Centro de Pesquisa e Aplicação de Bambu e Fibras Naturais (CPAB) da UnB.

Para divulgar o uso do bambu como recurso florestal a estudantes, o Serviço Florestal e a UnB promoverão um minicurso durante a 2ª Semana Acadêmica de Engenharia Florestal da Universidade, que começa nesta segunda-feira, 21.

 

Infravermelho

A participação do Serviço Florestal na Semana inclui ainda um minicurso sobre tecnologia de espectroscopia infravermelho próximo para obtenção das características sobre madeira. Com o aparelho - um para pesquisa custa R$ 250 mil - é possível prever densidade da madeira, tamanho das fibras, quantidade de extrativos e dureza, por exemplo, sem a necessidade de destruição da amostra do material.

A tecnologia é especialmente útil na indústria de celulose, que consegue estimar a quantidade de reagentes para fabricar polpa de celulose e tornam o processo mais eficiente a partir das informações sobre a quantidade de lignina da madeira oferecida pelo aparelho.

"É importante ensinar às novas gerações esta técnica, que é uma das mais modernas hoje e já está consolidada. Quem não acompanha as mudanças, fica para trás", diz Tereza Pastore, pesquisadora do LPF que integra a equipe do curso. Os alunos virão ao Laboratório conhecer o equipamento de espectroscopia, onde poderão realizar ensaios.

 

Florestas Públicas

Além da parte científica e tecnológica voltada para a engenharia florestal, os alunos da UnB também poderão conhecer as políticas do setor. "O Serviço Florestal e a Gestão de Florestas Públicas" é o tema da palestra que a diretora Cláudia Azevedo-Ramos faz na segunda, 21.

No mesmo dia, o gerente de Concessões, Marcelo Arguelles, fala sobre a primeira concessão florestal no País, realizada em Rondônia na Flona do Jamari, em 2007. O título da palestra é "As concessões florestais no Brasil: marco legal e a primeira concessão florestal na Flona do Jamari". Já na terça, 22, o pesquisador francês Patrick Rousset aborda "Uso de biomassa florestal para geração de energia".

Quem ficar na UnB durante o almoço vai poder conferir ainda o Cine Floresta. Serão exibidos seis vídeos, a maior parte sobre técnicas de manejo florestal em comunidades amazônicas.

 

Confira

Palestras

Dia 21, segunda-feira:

O Serviço Florestal Brasileiro e a Gestão de Florestas Públicas, às 16h, com a diretora Cláudia Azevedo-Ramos;

As concessões florestais no Brasil: marco legal e a primeira concessão na Flona do Jamari, às 17, com o gerente de Concessões, Marcelo Arguelles;

 

Dia 22, terça-feira

Uso de biomassa florestal para geração de energia, às 15h, com o pesquisador francês Patrick Rousset

 

Minicursos

Infravermelho próximo - dias 21 a 24, das 8h às 12h, com com participação da pesquisadora Tereza Pastore

Uso do bambu como recurso florestal - dias 23 a 25, das 8h às 12h, com participação do pesquisador Sérgio Almeida

 

Cine Floresta

Dia 21 - Planeta Amazônia - O manejo florestal na Flona do Tapajós

Dia 22 - O futuro da floresta - Técnicas de exploração florestal de impacto reduzido

Dia 23 - Seringal do Séc. XXI - As experiências de manejo sustentável no Acre

Dia 24 - Viagens pela Amazônia - O manejo florestal na Flona do Tapajós

Dia 25 - História das Coisas e Conhecendo o Laboratório de Produtos Florestais

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