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Monografias - I Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal

Última atualização em Quarta, 09 de Novembro de 2016, 14h00

Em sua primeira edição, o I Prêmio em Estudos de Economia e Mercado Florestal teve 42 inscrições, divididas entre as categorias profissional e graduando.

Na categoria graduandos, foram oito inscritos e os premiados foram Rafael Carlquist Rabelo de Araujo (1º lugar), Hycaro Mattos Silva (2º lugar), Tiago Felipe Schulte (3º lugar) e Mateus Rigo Noriller (menção honrosa).

Na categoria profissional, que contou com a maior parte das inscrições (34 no total), os premiados foram Christian Rainier Imaña (1º lugar), Rafael de Azevedo Calderon (2º lugar), Paula Bernasconi (3º lugar) e Stenio Max Lacerda (menção honrosa).

Confira as monografias que disputaram o prêmio, por ordem de inscrição:

Categoria Graduando

Autor: Quinny Soares Rocha

Subtema: Produção, comercialização e consumo de produtos florestais madeireiros e não madeireiros nos biomas brasileiros

Resumo: Com o crescimento dos plantios florestais em pequenas e médias propriedades rurais da região Norte de Minas Gerais, surge necessidade de se estudar a viabilidade econômica da cultura de eucalipto, caracterizando o objetivo do presente estudo. Esta pesquisa foi realizada no município de Montes Claros – Minas Gerais. O calculo da viabilidade econômica foi efetuado através dos fluxos de caixa das possibilidades de venda de madeira em pé, lenha no pátio da empresa compradora e carvão vegetal com o corte da floresta em cinco, seis e sete anos, que considerou os custos e despesas referentes ás etapas de plantio, manutenção, corte e comercialização dos produtos e subprodutos madeireiros. O método de análise utilizada para a determinação da viabilidade econômica foi o Valor Presente Líquido. Também foram calculados a Taxa Interna de Retorno, o Payback para se conhecer até que taxa de desconto o projeto é viável e em quanto tempo se obtêm o retorno do investimento em cada opção de venda e corte. Calculou-se ainda o ponto de equilíbrio da produção da floresta para o conhecimento da produção necessária para que os custos do investimento sejam pagos e o Valor Anual Equivalente para inferir o retorno anual do investimento. Para o primeiro corte da floresta, a melhor opção é a venda da madeira em pé com o corte em sete anos com o VPL de R$ 871,86. Para a condução da talhadia a melhor opção é a venda do carvão vegetal para o corte em cinco anos com um VPL de R$ 931,72. O transporte da produção foi identificado com a atividade mais onerosa da cadeia produtiva florestal da região. Ao final da pesquisa, concluiu-se que a cultura de eucalipto somente é viável em algumas opções de venda e ano de corte da floresta. Já com o fomento florestal, a cultura é economicamente viável em todas as opções de venda e ano de corte.Idade: 23

Idade: 23
Localidade: Montes Claros - MG
Universidade que cursou: Universidade Federal de Minas Gerais
Graduação: Bacharelado
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo

 

 

Autor: Rafael Carlquist Rabelo de Araujo

Subtema: O planejamento das concessões florestais federais no âmbito das dinâmicas do mercado de produtos e serviços florestais.

Resumo: A solução encontrada pelo governo brasileiro para o problema do desmatamento foi a criação do regime de concessões de florestas públicas. No desenvolvimento do trabalho, primeiramente analisou-se o contexto jurídico que em que as concessões estão envolvidas e foi explorado o processo histórico que gerou o atual cenário de desflorestamento; viu-se que, atualmente, o avanço da agropecuária é o fator determinante desse processo. Esse entendimento é importante para os capítulos subsequentes, onde o objetivo foi o de entender os custos envolvidos na implementação da política de concessões.

A pesquisa foi construída sobre um modelo descrito detalhadamente no capítulo 2, apresentando as duas formas de se chegar à conhecida solução de Faustmann para uma rotação ótima numa economia florestal. Ao escolher esse modelo, foi decidido o foco da pesquisa, ou seja, a ótica pela qual as concessões seriam estudadas, utilizando o conceito de tempo de rotação para entender as decisões das firmas que exploram recursos madeireiros.

Esta pesquisa procurou demonstrar, no terceiro capítulo, que o estabelecimento de uma concessão altera a decisão da firma - quanto à sua estratégia de exploração - se comparada a um regime de propriedade privada; dito de outra maneira, utilizando os conceitos do modelo de Faustmann, um concessionário decide por um tempo de rotação diferente daquele que seria escolhido por uma firma que possuísse a terra como propriedade privada, resultando que a exploração madeireira da floresta gerará um equilíbrio ineficiente, conquanto cada firma concessionária esteja maximizando seu lucro.

Dessa forma, ao focar principalmente no conceito de tempo de rotação, a pesquisa possibilitou entender melhor os custos de oportunidade envolvidos na estratégia adotada pelo governo: o primeiro seria constituído pela renda perdida que seria gerada em atividades mais lucrativas, porém proibidas nas concessões, como a agropecuária; o segundo seria a renda perdida pela referida alteração no tempo de rotação, uma vez que as distorções geradas pelas concessões geram um tempo de rotação diferente daquele que maximizaria a renda num horizonte de tempo infinito.

A extensão do modelo apresentada na pesquisa provê suporte às conclusões relatadas acima, no entanto, não foi desenvolvido nessa pesquisa nenhum teste empírico para confirmar ou rejeitar esses resultados. É importante destacar que a forma como foi construída a extensão do modelo permite que seja simulada a decisão de uma firma - utilizando-se dados de crescimento de volume das espécies encontradas no Brasil - em diferentes cenários propostos: horizonte de tempo infinito; com restrição de tempo; com restrição de tempo e de volume explorado; com restrição de tempo e de volume explorada, conjuntamente com uma banda de tempo onde se pode escolher a rotação. Assim, essa simulação poderia ser utilizada para testar as hipóteses colocadas e compreender melhor o papel do tempo de rotação nas concessões brasileiras, entendendo assim a aderência do modelo de Faustmann e sua extensão para o caso de concessões de florestas. Paralelamente seria possível atentar para possíveis falhas no modelo, bem como derivar relações quantitativas aplicáveis aos editais.

Idade: 22
Localidade: Campos do Jordão - SP
Universidade que cursou: FEA - USP
Graduação: Bacharelando
Área: Ciências Econômicas

Monografia | Resumo

Autora: Vanessa Rodrigues do Prado Morais

Subtema: Quadro atual do setor de florestas plantadas no brasil

Resumo: A pesquisa correspondente está representada em aspectos teóricos e traz como objetivo central a demonstração de formas e alternativas coerentes em relação ao Desenvolvimento Sustentável e aos investimentos macroeconômicos voltados ao estado de Rondônia, através de suas políticas públicas. O termo Desenvolvimento Sustentável está sendo cada vez mais discutido em Conferências relacionadas ao Meio Ambiente, alternativas de preservação e regulamentação de terras, entre outros fatores estão em destaques no cenário não só nacional como também internacional. Um grande exemplo deste feito está sendo distribuído para região norte do país, como em destaque neste presente trabalho o Estado de Rondônia.

O Estado de Rondônia está sendo exemplo para todo o país em relação a investimentos na área de Desenvolvimento Sustentável, através de projetos ligados a pequenos e grandes produtores rurais. Entretanto os mesmos terão vantagens em relação ao crédito bancário tendo benefício através de financiamentos, para fins de investir em suas propriedades de forma sustentável. Uma das políticas públicas direcionada ao desenvolvimento para o Estado de Rondônia em execução é o projeto Floresta Plantada, com início das atividades em 2012, que traz como objetivo regularizar estas propriedades para posteriormente receber o cultivo de árvores que possam ser retiradas sustentavelmente e assim contribuírem para o desenvolvimento do estado.

Idade: 28
Localidade: CACOAL - RO
Universidade que cursou: Faculdade Integrada de Cacoal
Graduação: Bacharelanda
Área: Ciências Econômicas

Monografia

Autor: Mateus Rigo Noriller

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Em face dos atuais desafios ambientais, as florestas plantadas se apresentam como importantes alternativas ao extrativismo no fornecimento de insumos para a construção civil e para a produção de móveis, papel e celulose. A madeira de silvicultura também tem ganhado crescente relevância como fonte de energia limpa sob a forma de lenha e de carvão vegetal, motivo pelo qual se cunhou o termo “florestas energéticas”. No entanto, o descompasso entre a demanda por produtos de base florestal a sua respectiva oferta por parte do setor de florestas plantadas pode exercer grande pressão sobre os remanescentes de florestas nativas. Nesse contexto, o presente artigo buscou caracterizar e dimensionar a oferta de e a demanda por produtos de base florestal no estado de Santa Catarina entre os anos 2000 e 2010.

Idade: 23
Localidade: Blumenau - SC
Universidade que cursou: Universidade Federal de Santa Catarina
Graduação: Bacharelando
Área: Ciências Econômicas

Monografia | Resumo

Autor: Ricardo de Souza

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Este trabalho analisa a viabilidade econômico-financeira do manejo florestal: Eucalyptus nos estados de Espirito Santo e Goiás, como o próprio titulo descreve. O cenário florestal pode ser considerado no âmbito brasileiro como promissório devido as características necessárias para um bom desenvolvimento deste cenário, tais como condições físicas, climáticas e tecnológicas.

É neste contexto que se encontra os estados de Goiás e Espirito Santo, que serão analisados, para tal descreveremos os métodos que podem ser utilizados, contudo devido semelhança entre os períodos dos projetos para comparação e analise serão destacadas o VPL – Valor Presente Liquido e a TIR – Taxa Interna de Retorno.

Baseado no mapa de produtividade, e visto a presença de mais de um índice de produtividade atingível nos estados estudados, estabelecemos três cenários de acordo com a produtividade, já os dados dos custos foram obtidos juntos a órgãos especializados na área, em Goias foram obtidas 12 planilhas e em Espirito Santo 4, das quais foram analisadas todas considerando os três cenários.

Para utilização dos métodos propostos, a saber TIR e VPL, foi estabelecida a taxa de atratividade, após consulta com especialista da área, a taxa de 8,00%, o mesmo ocorreu no estabelecimento do preço da madeira à R$52,50 por m³ no estado do Espirito Santo, o que não foi necessário no estado de Goiás devido a presença do mesmo nas planilhas.

Quanto a duração do projeto podemos fazer a distinção entre florestal (6 anos) e econômico (5 anos). Isso proporcionou ao pesquisador a elaboração de um fluxo de caixa médio de acordo com cada cenário e logo após o confronto entre os estados.

Analisamos a viabilidade do manejo do ativo florestal nos dois estados, de acordo com as premissas supracitadas, nos cenários 1 e 2, e a inviabilidade econômica de acordo com os índices obtidos no cenário 3 nos dois estados.

Ao confrontarmos os estados estudados constatamos a superioridade de acordo com os dados analisados do estado de Espirito Santo, sendo assim atingindo todos os objetivos proposto: a projeção das receitas, e determinação dos custos e despesas operacionais, elaboração do fluxo de caixa e o calculo da TIR e VPL em cada estado.

Para uma analise do significado dos dados obtidos, a saber a TIR de cada cenários dos estados de Goiás e Espirito Santo, concluímos o estudo confrontando as Taxas Internas de Retornos com índices de grande importância no cenário nacional, são eles: Inflação Acumulado de 2013, Acumulado da Caderneta da poupança 2013 e o Acumulado da Caderneta da poupança sobre a influencia da Medida Provisória nº 567/2012.

Idade: 20
Localidade: Piracicaba - SP
Universidade que cursou: Universidade Metodita de Piracicaba
Graduação: Bacharelando
Ára: Administração

Monografia | Resumo

Autora: Caroline Weimann

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a movimentação de madeira em um pátio de estocagem, a fim de indicar a melhor alternativa no que diz respeito a máquinas utilizadas. O estudo foi realizado em uma empresa de papel e celulose localizada em Telêmaco Borba – PR. Os dados de produtividade das máquinas foram obtidos nas operações de descarregamento de caminhões de madeira, que serviram de base para estimativas do carregamento. Os custos foram fornecidos pela empresa. O principal critério de tomada de decisão para a escolha da máquina foi o custo mensal para a movimentação de madeira. A máquina de maior produtividade foi a Liebherr 944, com 428,75 e 828,12 toneladas por hora efetiva de trabalho para toras de comprimento 3,60 e 7,20 metros, respectivamente. O menor custo mensal para atender toda a demanda de descarregamento/carregamento foi de R$ 189.173,67, apresentado pela máquina Caterpillar 322. Foram escolhidas como melhores opções entre as máquinas a Caterpillar 322 e a Liebherr 924, sendo o número de máquinas para frota igual a três.

Idade: 23
Localidade: Santa Maria - RS
Universidade que cursou: Universidade Federal de Santa Maria
Graduação: Bacharelando
Área: Engenharia Florestal

Coautor: Maycon Thuan

Monografia | Resumo

Autor: Hycaro Mattos Silva

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Este estudo aborda o setor florestal-madeireiro na Amazônia. O seu objetivo principal foi, ao gerar informações econômicas sobre a exploração florestal, praticada no município de Rio Branco, subsidiar políticas públicas que fomente o uso, num nível sustentável, dos recursos florestais locais. Em termos específicos, ele visou identificar e analisar o custo operacional total do transporte de madeira, em tora, nesse município. Para tal, foram coletados dados em duas firmas madeireiras atuando nesse município, em 2013. De acordo com o método adotado, os custos foram calculados por hora efetiva de trabalho (he), onde foi considerada a somatória dos seguintes itens: custos de maquinário (custos fixos e variáveis), administrativo (custo de administração) e de pessoal (custo de mão-de-obra). A partir dos resultados gerados, foi possível inferir as seguintes conclusões: (1) o custo de maquinário é o que mais onera o custo operacional de transporte florestal, representando mais que 84% do custo operacional total em todas as ocasiões analisadas, destacando-se os custos variáveis, devido aos altos valores de combustível e manutenção.

Idade: 24
Localidade: Rio Branco - AC
Universidade que cursou: Universidade Federal do Acre
Graduação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo

Autor: Tiago Felipe Schulte

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Esse trabalho tem como objetivo geral analisar o mercado de biomassa florestal voltada ao beneficiamento de grãos (soja, milho, arroz e trigo) e tabaco de quatro Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDE), sendo eles, Alto Jacuí, Central, Missões e Noroeste Colonial, do estado do Rio Grande do Sul. Para isso foi quantificado a demanda e o consumo de biomassa florestal; dimensionado a área florestal colhida anualmente e realizado a base florestal por COREDE e, por fim comparado a renda bruta média ponderada pela área, de cada cultura. Foram utilizados os dados oficiais da Fundação de Economia e Estatística (FEE dados) do período de 2002 à 2012. Concluiu-se que a produção de tabaco apresenta a maior influência e o maior consumo de lenha dentre os produtos avaliados. O Corede Central é o maior consumidor de área florestal, seguido dos coredes Noroeste Colonial, Missões e Alto Jacuí. A base florestal dos coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí suprem a demanda dos usos agrícolas, enquanto os coredes Central e Missões, carecem de mais áreas de reflorestamento. Quanto ao rendimento bruto, a atividade florestal não deve concorrer com as demais atividades agrícolas, mas sim, deve ser praticada em áreas não propícias as práticas agrícolas, pois tem a capacidade de remunerar tais áreas. O preço da lenha apresenta maior estabilidade comparada as outras culturas. Por fim, conclui-se que há uma estreita relação entre o desenvolvimento agrícola e o consumo de biomassa florestal, sendo relevante o cultivo de florestas plantadas nas propriedades rurais visando a sustentabilidade, diversificação de renda e menor custo no beneficiamento dos produtos.

Idade: 25
Localidade: Santa Maria - RS
Universidade que cursou: Universidade Federal de Santa Maria
Graduação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Coautores: Henrique Pinton Greff e Laura Hoffmann de Oliveira

Monografia | Resumo

 

Categoria Profissional

Autor: Carlos Eduardo Silveira da Silva

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: O manejo florestal sustentável surge como método de explorar a floresta racionalmente permitindo o lucro econômico aliado a sua capacidade de regeneração. Uma das ferramentas do manejo florestal que tem adquirido muita importância no cenário internacional é a certificação florestal. O objetivo deste trabalho foi descrever o processo de Certificação Florestal FSC a partir dos pontos de vista das partes relacionadas nesse procedimento: uma certificadora e uma empresa certificada. Para a obtenção das informações utilizaram-se questionários do tipo aberto diferenciados. Os resultados relacionados à certificadora contribuíram para a descrição do processo de certificação florestal de forma resumida em 15 etapas. A busca pela certificação florestal tem atualmente maior procura por empresas do setor de papel e celulose, estas visam qualificar seus processos e produtos, para assim ampliar o crescimento deste setor no mercado nacional e internacional. Para continuar a emitir certificados relacionados ao meio florestal, o FSC qualifica as certificadoras através de auditorias. Em relação à empresa certificada obteve-se a resposta que a certificação é uma ferramenta que auxilia em uma gestão com maior compromisso pelo conceito de sustentabilidade, sendo o custo a principal desvantagem ligada a este processo. Ao final deste trabalho pode-se afirmar que assim como as empresas, as organizações que emitem certificados e são credenciadas pelo FSC também devem ser auditadas de modo a respeitar normas internacionais e passar credibilidade ao mercado. A certificação trás inúmeras vantagens, mas as empresas certificadas devem utilizar a marca FSC corretamente e se preparar previamente ao processo de auditoria para aquisição e manutenção do certificado. Os benefícios mais explícitos com a certificação FSC tanto para a certificadora como para a empresa certificada são a ampliação do mercado e disseminação dos princípios do FSC como instrumento de promoção ao uso racional dos recursos florestais.

Idade: 26
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Instituição que cursou: UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio De Janeiro
Titulação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Monografia

Autor: Mateus Sônego

Subtema: Quadro atual para ampliação da produtividade e da competitividade

Resumo: Este trabalho tem por objetivo comparar dois modelos de recuperação de passivos ambientais: a agrofloresta e o plantio mecanizado de florestas. Esses dois métodos baseiam-se no processo de sucessão natural e demandam investimentos em grandes quantidades de sementes, para se tornarem viáveis. Por meio de levantamento bibliográfico, essas duas abordagens de restauração ambiental foram inicialmente descritas, para depois serem comparadas as vantagens e desvantagens de cada uma. O pressuposto que guiou este trabalho foi que a agrofloresta é recomendada para pequenas propriedades rurais, enquanto o plantio mecanizado de florestas se destina a grandes latifúndios rurais. Os principais resultados encontrados foram que o custo econômico de implantação do plantio mecanizado de florestas tende a ser menor quando comparado ao custo de implantação da agrofloresta e que ambas alternativas apresentam, normalmente, custos econômicos menores do que a restauração por meio do plantio de mudas de espécies nativas.

Idade: 31
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Mestre
Área: Gestão Ambiental Pública

 MonografiaResumo

Autor: Cristian Rau Stoltenberg

Subtema: Mercado florestal

Resumo: Ainda existem poucos estudos sobre planos de manejo no interior da Amazônia, sendo raros os que relacionam o potencial de certificação florestal em áreas protegidas especificamente em Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Este trabalho caracterizou a realidade do manejo florestal e suas práticas na visão dos próprios manejadores quanto ao seu modo de vida; relações sociais; ambientais; econômicas e comerciais envolvidas no manejo. Demonstraram em comparação aos princípios da certificação FSC os pontos fortes e desafios da realidade local de um manejo florestal de pequena escala localizado no estado do Amazonas, na RDS do Rio Negro. Demonstrou também os atuais custos praticados pelas certificadoras acreditadas pelo FSC para esta realidade de manejo, além de trazer a percepção de mercado pela visão das empresas certificadas na região sobre o atual e futuro cenário da madeira certificada. Desta forma chegou-se à conclusão que o manejo florestal comunitário na RDS do Rio Negro é considerado de forma unânime pelos manejadores como uma boa experiência, tendo interesse em continuar a atividade. Em relação à certificação florestal a maioria já tinha ouvido falar, embora não saibam exatamente seus contextos, mas demonstraram interesse em certificar. Especificamente o Plano de Manejo Florestal de Pequena Escala da RDS do Rio Negro comunidade Marajá não demonstrou as conformidades totais necessárias para neste momento ser recomendado para uma auditoria de certificação. Sendo mantidos ou melhorados os “pontos fortes” e satisfeitas às condições demonstradas como “desafios” o presente PMFPE pode ser considerado apto a receber uma auditoria de certificação. Considerando que o mercado local não está valorizando a certificação como um produto diferenciado, e não agrega valor aos produtos o custo direto da certificação passa a ser um ônus para o produtor. Os custos diretos da certificação do PMFPE Marajá representam um custo adicional de R$ 129,95/m3 individualmente e um custo adicional de R$ 45,83/m3 na certificação em grupo, representando respectivamente um custo na venda de 29% e 10%. Em relação ao potencial da certificação socioambiental de produtos florestais madeireiros da RDS do Rio Negro PMFPE Marajá, conclui-se que atualmente não vale a pena a certificação FSC, embora este cenário possa mudar com doações externas. O conceito da certificação FSC carece de maior divulgação para o estado do Amazonas, mostrando a relação da pegada ecológica relacionada aos hábitos de consumo. É necessário haver uma maior divulgação dos planos de manejo da RDS do Rio Negro, ampliando o leque de comercialização e buscando valorização do produto madeireiro oriundo do manejo. O incentivo técnico e financeiro seja governamental, de fundações e ONGs para a certificação de empreendimentos florestais, especificamente de PMFPE é fundamental para a utilização dos recursos florestais, desenvolvimento e projeção internacional do setor florestal brasileiro. Desta forma, recomenda-se o padrão de certificação FSC como ferramenta de gestão das práticas de manejo; solicitar apoio financeiro visando a certificação; estruturar a gestão dos PMFPE em grupo, definindo regras e otimizando a produção e a comercialização de modo a possibilitar a avaliação e certificação futura em grupo dos planos de manejo.

Idade: 30
Localidade: Manaus - AM
Instituição que cursou: Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia
Titulação: Mestre
Área: Gestão de áreas protegidas na Amazônia

Monografia | Resumo

Autor: Luiz Fellipe Leal Weissheimer

Subtema: Mercado florestal e quadro atual e propostas para o setor de florestas nativas

Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar o setor madeireiro no estado de Mato Grosso focando o uso de florestas nativas exploradas na região Amazônica. Foi desenvolvido após uma compilação dos dados levantados nos órgão públicos relacionados, organizações não governamentais e institutos de pesquisas com enfoque no manejo florestal sustentável da floresta amazônica. Assim comparando e analisando as informações disponíveis ao domínio público através dos portais digitais da Secretaria de Fazenda - SEFAZ e Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA, obtendo seus relatórios anuais de produção e arrecadação no período de 2007 – 2010 e modificações na legislação ambiental que ocorreram neste período. No qual, aconteceu a transferência de obrigações e deveres entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA. Neste intervalo de tempo ocorreram investigações e operações da Policia Federal, Ministério Público Federal contra os crimes de grilagem de terras, exploração ilegal de madeira em terras indígenas, adulteração de documentos, venda ilegal de madeira. Em relação à produção da atividade madeireira fora transportados em GF-1 22.078.929,31 m³ e em GF-3 foi faturado no estado um total de R$ 7.720.641.024,72 reais, ambos no período de 2006-2010. Possuindo o Município de Sinop em posição de destaque, respondendo por 15,00% da madeira serrada neste intervalo de tempo, constatando que nem sempre os grandes municípios produtores de toras são os grandes processadores de madeira e vice versa, confirmação da característica migratória do setor madeireiro amazônico.

Idade: 24
Localidade: Cuiabá - MT
Instituição que cursou: Universidade Federal de Mato Grosso
Titulação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo | Tabelas e Gráficos em 2003 

 

Autora: Mayte Benicio Rizek

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: A crença na capacidade do mercado de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNMs) em conciliar a conservação de florestas tropicais e o desenvolvimento de populações extrativistas resultou na implementação de diversos programas com esta finalidade na Amazônia brasileira. Dentre esses programas é cada vez mais comum o estabelecimento de parcerias entre comunidades extrativistas que comercializam PFNMs com empresas. No entanto, estudos têm evidenciado que o mercado de PFNMs apresenta impactos tanto na esfera ambiental como no âmbito socioeconômico das comunidades envolvidas. Sobre os efeitos socioeconômicos, não estão claros quais os efeitos deste mercado nas estratégias de compartilhamento de recursos e cooperação produtiva entre unidades domésticas, as quais têm funções econômicas e sociais para a subsistência, em especial no caso das unidades mais vulneráveis. Partindo dessa questão central foi testada a hipótese de que a exposição ao mercado de PFNMs afeta essas instituições cooperativas, trazendo consequências negativas para a segurança de subgrupos mais vulneráveis economicamente. Para isso foi feito um estudo comparativo entre duas comunidades que compartilham o mesmo histórico e estão localizadas em condições ambientais e geográficas semelhantes na Reserva Extrativista do Médio Juruá no Estado do Amazonas – Brasil, mas que diferem com relação à exposição ao mercado de PFNMs. Enquanto a comunidade do Roque comercializa óleos vegetais com empresas de cosméticos, Pupuaí mantém práticas econômicas locais. As técnicas para coleta de dados incluíram painel de observações sistemáticas, surveys, diagnóstico rural participativo e entrevistas estruturadas e semi-estruturadas. Os resultados indicam que o compartilhamento de recursos é menos frequente na comunidade inserida no mercado de PFNMs, porém este efeito não é perceptível na avaliação transversal entre unidades domésticas com diferentes graus da inserção ao mercado. Portanto, as mudanças no compartilhamento de recursos foram observadas somente no nível entre comunidades e a hipótese foi apenas parcialmente aceita. Com relação aos efeitos sobre unidades domésticas mais vulneráveis este estudo apresentou dois resultados principais. Em primeiro lugar há um padrão distinto de compartilhamento de recursos entre as comunidades. Isto é, na comunidade com mercado de PFNMs as unidades vulneráveis receberam mais recursos, enquanto na comunidade menos exposta ao mercado foi observado o oposto. Mas, devido à menor frequência de eventos cooperativos observados na comunidade inserida no mercado, ainda assim suas unidades vulneráveis receberam menos recursos quando comparadas com as unidades vulneráveis da comunidade menos exposta ao mercado. O segundo resultado é que as unidades mais vulneráveis da comunidade com mercado de PFNMs participaram de interações cooperativas com menos unidades distintas quando comparadas com aquelas da comunidade sem mercado e, portanto, têm menor capital social para recorrer em situações de risco ou escassez de recursos. No entanto, para avaliar se a redução no comportamento cooperativo afeta o bem-estar das unidades mais vulneráveis seria necessário avaliar se a demanda de consumo das unidades vulneráveis são melhor atendidas na comunidade inserida no mercado de PFNMs ou naquela menos exposta ao mercado.

Idade: 31
Localidade: São Paulo - SP
Instituição que cursou: Universidade de São Paulo
Titulação: Mestra
Área: Ciência Ambiental

Monografia | Resumo

Autora: Eliane Araujo Robusti

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: O presente trabalho busca unir eficiência econômica associada à preservação ambiental. Em se tratando de florestas, o desmatamento ocasionado pela corrida agrícola do Paraná destruiu grande parte das florestas naturais e visando contribuir para a sustentabilidade das florestas paranaenses, se tem como objetivo principal abordar a questão do manejo florestal e sua eficiência econômica e social, sem comprometer a situação atual e incentivando um aumento das áreas destinadas as florestas. Para isso, é utilizada a metodologia de pesquisa explicativa, sendo bibliográfica e documental através de livros, artigos e sites, além de dados coletados de órgãos governamentais. Através da atual situação de extinção das florestas paranaenses é necessário buscar um caminho para frear o processo de desmatamento e o manejo florestal é visto como uma possibilidade de manter o que ainda resta de florestas e reflorestar novas áreas, pois gera recursos através de práticas lucrativas como comércio de produtos florestais e não florestais que estão sendo exportados pelo Brasil, o mercado de ativos ambientais que cresce a cada dia e ganha estruturas de comercialização e crédito de carbono próspero e praticado no mundo inteiro, além de ainda beneficiar famílias carentes com programas do governo como o bolsa verde. O manejo florestal é simples, mas deve ser acompanhados por técnicos e seguindo as normas florestais determinadas pelos órgãos competentes. A popularização do sistema de manejo florestal sustentável não pode ser imposta aos proprietários de terras, mas mostrando as possibilidades de lucro conciliadas a preservação das florestas fará com que cada vez mais interessados integrem ao sistema. Assim pode se mudar a triste situação de ameaça da biodiversidade paranaense.

Idade: 29
Localidade: Cambé - PR
Instituição: Universidade Estadual de Londrina
Titulação: Pós-Graduanda
Área: Economia do Meio Ambiente

 Monografia | Resumo

Autor: Rafael de Andrade e Silva Campelo

Subtema: Sistema tributário do setor florestal

Resumo: Propõe-se um estudo acerca do ICMS ecológico, sobretudo, analisando-se como esse mecanismo extrafiscal de tributação pode fomentar ações municipais de preservação ao meio ambiente, ao tempo em que proporciona um aumento de recursos financeiros a esses federados. Utilizando-se o método da pesquisa bibliográfica, foi possível obter suporte doutrinário suficiente para constatar a importância da extrafiscalidade no processo de transformação social. Derivando desse conceito, a implementação do ICMS ecológico mostrou-se válida na medida em que sua instituição promoveu uma nova realidade na gestão ambiental das localidades em que ele já é utilizado, caracterizando um verdadeiro desenvolvimento sustentável. Todavia, a análise de determinadas legislações estaduais acerca da matéria, revelou falhas que impedem o pleno alcance de seus objetivos. Conclui-se que o ICMS ecológico é perfeitamente compatível com realidade legal brasileira, necessitando sua proposta ser apenas disseminada para que a sustentabilidade no Brasil aproxime-se do ideal constitucional.

Idade: 26
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade Estadual do Piauí
Titulação: Bacharel
Área: Direito

Monografia | Resumo

Autor: Rafael de Azevedo Calderon

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Este trabalho trata do mercado de Produtos Florestais Não Madeireiros - PFNMs na Amazônia, no que se refere à sua estrutura, resposta da produção aos preços e adequação à teoria do Ciclo de Vida do Produto - CVP, no período de 1973 a 2011. A resposta à preço foi mensurada pela estimação de dois modelos na forma logarítmica, para cada um dos produtos. Modelos simultâneos de oferta e demanda por PFNMs foram desenvolvidos e utilizados para explicar o comportamento deste mercado na Amazônia. A adequação da teoria do CVP aos PFNMs se realizou por similaridade entre o comportamento apresentado pela produção de PFNMs e diferentes CVPs descritos na literatura. De forma complementar analisaram-se os deslocamentos das curvas de oferta e demanda dos PFNMs a partir das taxas de crescimento de preços e quantidades, em subperíodos das séries estudadas. Os produtos apresentaram dinâmicas de mercado distintas entre si. Os modelos de resposta à preço, estimados por MQO evidenciaram baixa resposta a preço dos PFNMs. Os modelos estruturais, ajustados por MQO, apresentaram baixa elasticidade preço, tanto para a oferta quanto para a demanda. De forma geral a quantidade produzida se mostrou insensível a preço. A teoria do Ciclo de Vida do Produto apresentou grande similaridade à dinâmica dos PFNMs analisados. Políticas de preços mínimos para o produto extrativo são importantes como garantia de renda para comunidades extrativistas. O mercado de PFNMs na Amazônia evidencia potencial econômico, embora necessite investimentos em infraestrutura regional para a produção, capacitação, organização das comunidades extrativistas e apoio à comercialização.

Idade: 36
Localidade: Cruzeiro do Sul - AC
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Doutor
Área: Ciencias Florestais

Monografia | Resumo

Autor: Eduardo Sonego Quissini

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Este trabalho teve como objetivo geral analisar aspectos do mercado de madeira oriunda da Amazônia, verificar a viabilidade econômica das atividades de manejo florestal para exploração de madeira e analisar a relação deste mercado com a produção de madeira proveniente de florestas plantadas. Os dados foram obtidos a partir de trabalhos já realizados por outros autores em diferentes projetos de manejo. A região amazônica foi povoada a partir da década de 70 com o objetivo de expandir a fronteira agrícola do Brasil. Neste modelo de expansão a exploração florestal tende a causar um impacto ambiental indesejado. Para minimizá-lo e explorar economicamente as florestas da região é preciso executar planos de manejo florestal. Os projetos estudados por este trabalho foram realizados em períodos e regiões diferentes: Paragominas, Pará; Marcelândia, Mato Grosso; Manicoré, Amazonas; Juruena, Mato Grosso e outras cinco flonas em Rondônia, Pará e Amazonas. Com exceção dos resultados apresentados por Amaral et al (1998), o volume de madeira explorado variou de 12 a 25m³ por hectare. A obtenção de lucro no manejo florestal depende do tamanho do projeto e das características de cada floresta, além disso, um mesmo hectare é explorado para retirada de madeira a cada trinta anos. Este fator que aumenta a pressão pela derrubada da floresta. A madeira é um material renovável, reciclável, retêm carbono e possui características que proporcionam benefícios ambientais quando comparado ao uso de outros materiais, portanto a promoção de ações que motivem a realização do manejo florestal na Amazônia é benéfica ao meio ambiente. Proprietários rurais e comunidades locais devem ter informações técnicas e econômicas suficientes para realizar de forma adequada e lucrativa o manejo florestal. A produção e o consumo de madeira amazônica vêm diminuindo sistematicamente nos últimos anos, enquanto que a evolução na produção de madeira de pinus não cresce na mesma proporção. Para que os produtos de madeira não percam mercado para produtos não sustentáveis e com o objetivo de tornar a atividade de manejo florestal atrativa conclui-se que a atividade necessita construir uma nova imagem diante do mercado sob o ponto de vista ecológico. Precisa também de ações de cunho econômico que garantam um preço mínimo para a valorização da madeira em pé.

Idade: 35
Localidade: Caxias do Sul - RS
Instituição que cursou: Universidade do Paraná
Titulação: Especialista
Área: Gestão Florestal

Monografia | Resumo

Autora: Paula Bernasconi

Subtema: Novo Código Florestal Brasileiro

Resumo: Esse estudo visa avaliar a relação de custo-efetividade ecológica do mecanismo de compensação de reserva legal previsto no Novo Código Florestal com um estudo de caso no estado de São Paulo. O Código Florestal é o principal marco legal para conservação em áreas privadas no Brasil e, entre outras regras, exige que as propriedades rurais mantenham uma parte de sua área sob cobertura de vegetação natural, chamada Reserva Legal. Essa área é destinada à conservação da biodiversidade e à manutenção da provisão de serviços ecossistêmicos. Apesar de apresentar um cumprimento baixo por parte dos proprietários rurais, é esperado um aumento em sua efetividade. Isso porque houve recentes alterações nas regras legais com o lançamento do Novo Código Florestal que também introduziu instrumentos econômicos visando reduzir os custos de oportunidade da conservação em áreas privadas. Um das opções para adequação à lei é a possibilidade de compensação da reserva legal em outra propriedade que possua um excedente de vegetação natural (ou área em recuperação) acima do exigido por lei. Esse trabalho avalia o potencial de aplicação da compensação de reserva legal no estado de São Paulo através de uma simulação de impacto desse instrumento utilizando dados empíricos. O trabalho também discute os desafios de implementação do instrumento de compensação no âmbito do Novo Código Florestal. A avaliação de impacto foi feita com o uso do software de planejamento da conservação Marxan através da simulação de diferentes cenários de combinação de políticas e restrições ao mercado de compensação. O objetivo é avaliar os possíveis efeitos da compensação em relação à efetividade da conservação e à redução dos custos de oportunidade de adequação à reserva legal, comparados a uma abordagem puramente de comando e controle. Os resultados mostram um claro potencial do instrumento de compensação de reserva legal de reduzir os custos de oportunidade de conservação de reservas legais. Porém, o resultado da simulação de alocação das reservas pelo mercado mostra que, caso o único critério seja o econômico, potencialmente podem não serem selecionadas as áreas mais prioritárias para restauração e conservação da biodiversidade. Já a simulação da proposta de inclusão de uma restrição no mercado focando em áreas prioritárias resultou num cenário com custos também menores que a opção puramente de comando e controle, porém com uma efetividade ecológica muito maior. A discussão pondera a importância de uma combinação de políticas que inclua instrumentos econômicos para permitir certa flexibilidade e alocação eficiente; e de comando e controle, a fim de garantir a efetividade ecológica e a manutenção da escala sustentável. Ou seja, a compensação de reserva legal somente cumprirá seu objetivo caso o Novo Código Florestal seja efetivo exigindo o cumprimento da reserva legal. Os resultados da análise, apesar de se limitarem ao estado de São Paulo, ressaltam a importância de análises de impacto de políticas públicas ex-ante a fim de subsidiar com dados empíricos os formuladores de políticas e a fim de permitir um acompanhamento pela sociedade.

Idade: 29
Localidade: Campinas - SP
Instituição que cursou: Universidade Estadual de Campinas
Titulação: Mestre
Área: Desenvolvimento Econômico

Monografia | Resumo

Autora: Edna de Cassia Carmelio

Subtema: Sistema Tributário do Setor Florestal

Resumo: As cadeias produtivas sustentáveis não recebem tratamento tributário diferenciado por parte do Governo Brasileiro. Este estudo objetiva compreender a carga tributária dos produtos florestais e propor medidas de desoneração. O estudo constou de levantamento da carga tributária na cadeia produtiva da madeira tropical de manejo. Com base nos dados obtidos, foram feitos cenários em que se aplicaram diversas políticas tributárias em vigor no Brasil. A partir das conclusões foram feitas propostas de desoneração tributária e estimadas as perdas de arrecadação. O estudo apontou uma carga tributária na cadeia produtiva de 32%. Os cenários analisados demonstraram que a carga tributária variou entre 5% e 39%. O resultado foi coerente com informações de empresas do setor entrevistadas que informaram tributação entre 16% a 31%, conforme o tipo de empresa, enquadramento tributário e destinação da mercadoria.

Propôs-se a redução do ICMS interno e interestadual para os produtos de madeireira tropical de manejo, sendo a redução de 100% para as concessionárias florestais e de 40% para as demais empresas de manejo. Propôs-se, também a redução em 100% do ICMS dos referidos produtos. Estimou-se uma perda de arrecadação de 25 milhões de reais nos estados de origem (0,16% do total arrecadado nos estados componentes da Amazônia Legal) e de 15 milhões de reais nos estados de destino (0,017% da arrecadação do ICMS do estado de São Paulo, principal consumidor).

Propôs-se, também, a redução em 100% PIS/Pasep e a Cofins para industrias de beneficiamento de madeira tropical de manejo situadas na Amazônia Legal. Noutras localizações, propôs-se uma redução proporcional à participação do produto do manejo na composição do preço produto final. A renúncia fiscal estimada foi de quase 19 milhões de reais.

Propôs-se a redução para zero do IPI dos produtos de madeira tropical de manejo sustentável. Hoje suas alíquotas são de 5% ou de 10%. A renúncia fiscal estimada é de quase 28 milhões de reais.

Propôs-se a possibilidade da inclusão das empresas concessionárias florestais no regime de “agroindústrias”, hipótese que enseja tributação do INSS de 2,85% sobre o faturamento (excluso faturamento de exportação), em lugar de tributar a folha de pagamento de seus funcionários em 20%. A proposta não teria impacto significativo na carga tributária, mas faria frente à sazonalidade, tanto na exploração, quanto na industrialização.

Concluiu-se que um conjunto coerente de medidas de desoneração resultará em maior adoção da prática do manejo florestal sustentável, aumento da atratividade para as concessões florestais e possivelmente terá impactos positivos na redução do desmatamento na Amazônia Legal.

Idade: 45
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade Federal de Viçosa
Titulação: Mestra
Área: Ciência e Tecnologia de Alimentos

Monografia | Resumo

Autora: Julia Benfica Senra

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: A tábua harmônica do piano é responsável pela transferência da energia vibratória da corda para o ar, por isso é fundamental para a sonoridade do instrumento. A espécie de madeira utilizada para a tábua, assim como sua espessura e fixação irão determinar as características do timbre do piano. Este trabalho visou à caracterização de 44 espécies de madeira, em sua maioria brasileiras e amazônicas, analisando as propriedades acústicas mais importantes para a seleção de um material para uso na tábua harmônica de piano: a velocidade do som dentro do material, a impedância característica, o coeficiente de radiação do som, o coeficiente de perda de transmissão sonora, o módulo de elasticidade longitudinal dinâmico e o específico, a massa específica aparente e o decaimento logarítmico. Os testes de ressonância foram realizados seguindo a norma ASTM E1875 (método de vibração forçada) e os cálculos do decaimento segundo o proposto por Hearmon (1965). Foi determinado a frequência natural de vibração (fr) e o decaimento logarítmico (DL) de cada espécie de madeira. A partir dos resultados obtidos e a utilização de um teste estatístico concluiu-se que o Brasil pode produzir tábuas harmônicas com suas melhores espécies disponíveis: freijó-verdadeiro (Cordia goeldiana Huber), pinheiro do paraná (Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze) e fava-paricá (Balizia elegans (Ducke) Barneby & J.W. Grimes). A diversificação de madeiras na produção de instrumentos musicais evita o aumento de exploração de poucas espécies e permite a descoberta de novos timbres.

Idade: 24
Localidade: Belo Horizonte - MG
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo

Autor: Andre Luiz Menezes Vianna

Subtema: Concessões Florestais

Resumo: Para a implantação, gestão e uso das unidades de conservação é necessária a elaboração de uma série de estudos que levam em consideração: o histórico local de ocupação e questões fundiárias, a caracterização física e da biodiversidade existente da área de interesse, o uso dos recursos naturais, entre outras informações. Com um nível de conhecimento detalhado e consenso público é formalizado o Plano de Gestão, documento norteador que orienta as regras de uso da UC. Devido a sua megadiversidade, na Amazônia ainda é necessário estudos relacionados à vegetação para quantificação e qualificação entre suas diferentes fitofisionomias. Além de levantamentos de dados secundários, utiliza-se como ferramenta de estudo o inventário florestal, que dá subsídios para estudos de volume de madeira, quantificação de carbono fixado, identificação de espécies florestais, entre outras informações, como um primeiro passo para planejar o uso de recursos madeireiros e não madeireiros. Neste sentido, este documento traz informações que servirão de base para a elaboração dos Planos de Gestão das Florestas Estaduais de Tapauá e Canutama, além de auxiliar mais cinco UC estaduais situadas no interflúvio Purus-Madeira (RESEX Canutama, PAREST Matupiri, RDS Rio Madeira, RDS Iguapó-açu e RDS Matupiri). Foram realizados inventários florestais Florestas Estaduais de Tapauá e Canutama para estimar os parâmetros dendrométricos: número de indivíduos por classe de diâmetro (distribuição diamétrica), área basal (m²/ha) e volume comercial com casca (m³/ha), calculados em função do número de indivíduos e DAP ≥ 30 cm (CAP ≥ 94,2 cm). A partir do volume comercial foi estimado o potencial financeiro da exploração madeireira nestas Unidades de Conservação. Como resultados, verificou-se que ambas possuem potencial para manejo de produtos florestais madeireiros e não madeireiros. Para a FLORESTA Tapauá foi estimado o volume de 54,23 m³/ha de espécies com potencial comercial. Já para a FLORESTA Canutama obteve-se um volume estimado de 72,59 m³/ha de espécies com potencial madeireiro para comercialização. As FLORESTA Tapauá e Canutama possuem aproximadamente um total de 880 mil e 150 mil hectaresde extensão territorial, respectivamente. Entretanto, ao considerarmos as áreas efetivas para instalação de Manejo Florestal, a Floresta Estadual de Tapauá possui aproximadamente 365 mil hectares e a FLORESTA Canutama cerca de 88 mil hectares. Considerando a pauta de preço mínimo para madeira praticada pelo estado do Amazonas, segundo Resolução GSEFAZ nº 007/2011, podemos considerar que as FLORESTA Tapauá e Canutama poderiam render, cerca de 2,7 e 866 milhões de dólares, respectivamente, de madeira em tora, por meio da prática do manejo florestal sustentável. Os Produtos Florestais Não Madeireiros são pouco explorados nestas UC, porém podem representar bom retorno para a população tradicional da região. Dentre os PFNM, destacam-se a Castanha da Amazônia (Bertholletia excelsa Bonpl.) e a Copaíba (Copaifera multijuga Hayne), além de algumas espécies de palmeiras e cipós. Para a concessão florestal, podemos destacar que as FLORESTAs estudadas possuem boas condições, devido principalmente suas características de preservação e conservação, riqueza e abundância de espécies florestais comerciais com bom valor de mercado, e escoamento logístico moderadamente oportuno.

Idade: 28
Localidade: Manaus - AM
Instituição que cursou: Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia
Titulação: Mestre
Área: Ciências e Florestas Tropicais

Coautores: Carlos Gabriel Kouri e Octávio Nogueira

Monografia | Resumo

Autor: Caio Alencar da Silva Macedo

Subtema: Quadro atual, tendências de médio e longo prazo do setor de florestas plantadas no Brasil

Resumo: Este artigo analisa por meio de diagnostico e prospecção de fatores de mercado a participação e evolução do Plantio de Florestas de Eucalipto no Estado do Mato Grosso do Sul, assim como a demanda atual e futura dos principais segmentos indústrias que compõem o Sistema agroindustrial da Madeira no estado. Utilizando dados primários e secundários, coletados de diversas fontes literárias e aplicação de questionários parametrizados pelo método delphi, além da análise interpretativa dos mesmos por meio de Workshop. O artigo mostra que o estado mato-grossense possui grande potencial de expansão da produção Florestal, assim como tem adotado ações e metas que considerassem o potencial florestal regional, de forma a aumentar a capacidade de transformar os bens e serviços relacionados em crescimento sob os princípios da sustentabilidade econômica, social e ambiental. No entanto, o mercado florestal possui um horizonte de planejamento a médio e longo prazo, sendo necessários estudos constantes, de modo a aperfeiçoar a coordenação dos gestores empresariais, o planejamento estratégico governamental, e maior investimentos de crédito no setor. Para tanto, o artigo analisa os fatores críticos que possam vir a limitar o desenvolvimento do setor, de modo a traçar um perfil de produtores e industrias, suas inter-relações geográficas na lei de oferta e demanda, e perspectivas para a expansão do setor em todos os elos da cadeia florestal. Por fim, o estudo termina por sugerir uma maior participação dos produtores rurais no abastecimento de madeira industrial, o que poderá contribuir para a normalização do fornecimento aos grandes consumidores, que poderão concentrar seus esforços no processo industrial. Assim como aponta a necessidade da atração de novos investimentos ao setor de serraria ou madeira para outros usos de maior agregado, como forma manter o cluster florestal e a opção de comercialização do produtor diversificada para todo o planejamento do horizonte de produção florestal. O trabalho aponta ainda, a possibilidade de novos estudos ligados ao setor, visto a dificuldade de obtenção de dados prospectivos, assim como a correlação entre os fatores críticos relatados e a expansão do setor.

Idade: 30
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Monografia

Autora: Rubia Silene Alegre Ferreira

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: O objetivo do trabalho consistiu em ponderar a contribuição do setor florestal para a geração de emprego e renda nas Grandes Regiões do Brasil. Em aspectos específicos fez a verificação dos empregos gerados por meio de florestas plantadas, florestas nativas, fabricação de produtos de madeira, fabricação de celuloses, papel e outros produtos de papel. Na tentativa de dar resposta aos objetivos propostos, utilizaram-se dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Sistema de Contas Nacionais (SCN), do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e de Instituições como Associação Brasileira do Setor Brasileiro (ABRAF), de empresas de consultoria em setor madeireiro como a CONSUFOR e AMATA. Os resultados indicam que o setor florestal no Brasil responde de forma positiva na produção dos diversos segmentos estudados, proporcionando a geração de empregos formais no mercado de trabalho. Faz-se necessário, no entanto, a adoção de alternativas que busquem a ampliação deste segmento como resgate do trabalho decente, possibilitando o alcance de um nível de igualdade deste aos demais setores da economia formal no País.

Idade: 39
Localidade: Manaus - AM
Instituição que cursou: Universidade Federal do Amazonas
Titulação: Mestra
Área: Desenvolvimento Regional

Monografia | Resumo

Autor: Frederico Costa Carvalho

Subtema: Novo Código Florestal Brasileiro

Resumo: O presente trabalho investigou o valor de uma floresta nativa no bioma Mata Atlântica. Para isso, utilizou-se da metodologia de custo de reposição. Além disso, buscou-se explicitar os principais fatores determinantes desse valor, bem como seus impactos. Foram formuladas quatro hipóteses de pesquisa, a saber, i) o nível de degradação da área não influencia o custo total de reposição da floresta nativa; ii) relevos mais acidentados das áreas a serem restauradas não influenciam o custo total de reposição da floresta nativa; iii) a distância da área a ser restaurada em relação ao centro urbano mais próximo não influencia o custo total de reposição da floresta nativa; e iv) a distância da área a ser restaurada em relação ao viveiro produtor de mudas não influencia o custo total de reposição da floresta nativa. Para chegar aos resultados foram realizados testes simples de diferença de médias para as variáveis qualitativas. Os resultados encontrados foram de que pode-se rejeitar a hipótese de que relevos mais acidentados das áreas a serem restauradas não influenciam o custo total de reposição da floresta nativa. No entanto, não se rejeitam as hipóteses de que a distância da área a ser restaurada em relação ao centro urbano mais próximo não influencia o custo total de reposição da floresta nativa e de que a distância da área a ser restaurada em relação ao viveiro produtor de mudas não influencia o custo total de reposição da floresta nativa. Após essa primeira aproximação, é realizada uma série de regressões, utilizando o modelo clássico de mínimos quadrados ordinários (MQO). Fez-se uma análise de sensibilidade dos resultados obtidos. O levantamento de dados foi obtido por meio da realização de uma pesquisa (questionário) a uma série de entidades do setor. Foram testadas as quatro hipóteses. De acordo com os testes realizados, pode-se dizer que a hipótese 2 sobre o impacto de um relevo mais acidentado das áreas a serem restauradas no custo total de reposição da floresta nativa se mostrou não significativa em todos os modelos. No entanto, a hipótese 1 do impacto do nível de degradação sobre o valor do projeto foi rejeitada em todos os modelos. A hipótese 3 do impacto da localização da área em relação ao centro urbano sobre o valor do projeto foi rejeitada em dois modelos e a hipótese 4 de que a distância da área a ser restaurada em relação ao viveiro produtor de mudas não influencia o custo total de reposição da floresta nativa foi rejeitada em um modelo. Chegou-se ao resultado de R$22 mil/hectare, preços de 2008, para o custo de reposição de uma floresta nativa do bioma Mata Atlântica. Esse tipo de estudo foi contextualizado no desenvolvimento feito pela economia ambiental ao longo do tempo, ressaltando suas principais características. Nas conclusões destaca-se os principais pontos do trabalho e são discutidas uma série de implicações teóricas e gerenciais do presente estudo, bem como apresentadas sugestões para novos estudos nessa área.

Idade: 29
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Instituição que cursou: EPGE/FGV
Titulação: Mestre
Área: Finanças e Economia Empresarial

Monografia | Resumo

Autor: Bruno Kanieski da Silva

Subtema: Mercado florestal, comércio internacional e inserção do setor florestal brasileiro

Resumo: Devido ao crescimento populacional e econômico, a demanda por produtos oriundos de florestas plantadas cresceu rapidamente nos últimos anos em todo o planeta. Entre os países que possuem competitividade e setor florestal desenvolvido, o Brasil está entre os maiores produtores de florestas plantadas no mundo. A disponibilidade de terra, o desenvolvimento tecnológico e a elevada produtividade atraíram diversos tipos de investidores para o país. Entre outros, as Timberland Investment Management Organization (TIMOs) destacam-se no setor e seguem ampliando a área de seus ativos florestais no Brasil. Em paralelo, indústrias de base florestal estão ampliando suas áreas e indústrias em regiões pouco explorada pelo setor. Esse projeto tem como principal objetivo investigar as estratégias e espectativas de investidores estrangeiros no Brasil e, a atratividade finânceira do setor florestal em diversas regiões. O primeiro capítulo analisa as principais estratégias de mercado e os retornos esperados das TIMOs em investimentos florestais no Brasil. Foram aplicados questionários quantitativos e qualitativos entre as principais TIMOs que investem, ou pretendem investir em curto prazo, em ativos florestais no Brasil. Utilizou-se de análise de cluster para identifcar os principais fatores que influênciam na tomada de decisão de TIMOs. As TIMOs apresentaram diferentes estratégias de investimentos em ativos florestais no Brasil. Retorno e risco foram considerados os mais importantes aspéctos entre os investidores, entretanto, risco político, preço de terra e risco pessoal possuem forte influências na tomada decisão das TIMOs. A análise de cluster identificou dois grupos distintos entre os aspectos estudados, o primeiro é composto principalmente por aspectos economicos e o segundo por aspectos institucionais. O segundo capítulo investiga a rentabilidade financeira de projetos florestais, no estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul e a região do MAPITO. A Taxa Interna de Retorno (TIR) foi utilizado como critério de análise de projetos proposto, projetos com TIR maiores que 11,35% foram considerados viáveis. A fim de identificar o risco do retorno finânceiro e a sensibilidade de alguns componentes no fluxo de caixa foram utilizadas simulações de Monte Carlo. Os maiores valores da TIR foram encontrados no estado do Mato Grosso do Sul. A região do MAPITO e o estado do Mato Grosso do Sul se alternaram em segundo lugar dependendo do cenário analisado. O preço da terra foi a variável que mais afetou o retorno finânceiros das regiões estudas, a inclusão do preço de terra no fluxo de caixa com custo no primeiro e como receita no último ano do ciclo trouxe benefícios finânceiros para as três regiões. A região do MAPITO apresentou menor risco que o estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, entretanto, riscos não mensuráveis, como o risco climático e político podem ser maiores na região. Aspéctos como custos e riscos políticos tem influência negativa para investidores institucionais no Brasil. Uma política mais clara e sem mudanças repentinas de regras atrairia ainda mais investidores para o país.

Idade: 28
Localidade: Piracicaba - SP
Instituição que cursou: Universidade de São Paulo
Titulação: Mestre
Área: Silvicultura e Manejo Florestal

Monografia | Resumo

Autor: Francisco Bosco de Souza

Subtema: Mercado florestal e tendências de médio e longo prazo para o setor de florestas plantadas

Resumo: O Tema “Florestas Plantadas um caminho para o desenvolvimento sustentável” provoca muitas controvérsias, por ter sido a indústria de base florestal considerada responsável por tudo, como: pela extinção da biodiversidade, pelo desmatamento de grandes áreas de terras para plantio de espécies exóticas, por impactos irreversíveis ao ecossistema e ao meio ambiente. No entanto, à luz do conceito de sustentabilidade, que esta monografia faz uma análise sobre as necessidades atuais e futuras da humanidade, e como as florestas plantadas poderiam contribuir com a satisfação dessas necessidades. A metodologia compreendeu primeiramente uma análise macro da Visão 2050 do World Business Council for Sustainable Development, que busca uma reflexão sobre o desenvolvimento atual e a proposta de um plano que conduza a sustentabilidade para as gerações futuras. Através da análise mais específica que reflete a Visão Brasil 2050 – A nova agenda para as Empresas pode particularizar uma análise sobre o contexto nacional e a indústria de base florestal. Através da análise dos relatórios das Associações e das empresas, foi possível fazer uma radiografia de como estamos e quais as contribuições das florestas para o desenvolvimento sustentável. Foi realizada uma ampla pesquisa sobre as referências bibliográficas sobre este contexto silvicultural, que demonstra como as Universidades, Centros de Pesquisas e Governo, precisam se integrar para buscar respostas às tecnologias e práticas que estão em desenvolvimento e as oportunidades de inovação em biotecnologia e nanotecnologia. De um lado o aumento populacional, aliado ao aumento dos anos de vida da população, há um acréscimo de novos consumidores, aumentando a fragilidade e escassez dos recursos naturais e as consequências para as mudanças climáticas e ambientais. A conclusão pretende responder a questão: como tornar possível a sobrevivência, dos nove bilhões de pessoas que viverão em 2050 de tal modo que vivam com qualidade e dignidade dentro dos limites do nosso planeta? Os resultados ficam na proposta de integração de todos os actantes ao considerar que a indústria florestal é a mais sustentável por utilizar uma matéria-prima renovável. Acima de tudo o Brasil tem uma vocação e uma oportunidade de liderar um processo de transformação e de desenvolvimento econômico, que valoriza o Meio Ambiente, a ecologia, o ecossistema, consolidando uma política de “economia verde” que tem sua base de sustentação no cultivo das FLORESTAS PLANTADAS.

Idade: 62
Localidade: São Paulo - SP
Instituição que cursou: Fundação Vale Paraibana de Ensino
Titulação: Bacharel
Área: Direito

Monografia

19p - Produto Interno Bruto (PIB) do setor florestal brasileiro, 1994 a 2008

Autora: Naisy Silva Soares

Subtema: Produto Interno Bruto (PIB Verde)

Resumo: O presente trabalho analisou e estimou, conforme metodologia apresentada em Passos e Nogami (2006), o produto interno bruto (PIB) do setor florestal brasileiro, no período de 1994 a 2008. Os resultados obtidos indicaram que o setor florestal contribuiu para PIB brasileiro, mas essa contribuição reduziu ao longo dos anos; o segmento da madeira processada mecanicamente foi o que mais contribuiu para o PIB do setor florestal; o aumento no PIB nominal foi causado, em grande parte, pelo aumento dos preços dos produtos florestais; e o segmento de produtos florestais não madeireiros perdeu participação no PIB do setor florestal.

Idade: 36
Localidade: Ilhéus - BA
Instituição que cursou: Universidade Federal de Viçosa
Titulação: Mestra
Área: Ciência Florestal

Coautores: Márcio Lopes da Silva e Socrates Jacobo Moquete Guzman

Monografia | Resumo

Autora: Paula Rachel Rabelo Cunha

Subtema: Tendências de médio e longo prazo para o setor de florestas plantadas

Resumo: Diplodia pinea é conhecido como um importante patógeno de várias espécies de Pinus, causando a seca de ponteiros e a morte de árvores em plantios comerciais. Esse patógeno foi introduzido no Brasil, provavelmente, durante as introduções do gênero Pinus. Seu primeiro relato ocorreu na década de 1940, com os primeiros plantios de P. radiata no estado de São Paulo, os quais foram dizimados. Um projeto de reintrodução dessa espécie florestal no Brasil foi delineado para a seleção de famílias de Pinus radiata resistentes a Diplodia pinea. Desse modo, este estudo objetivou a caracterização morfológica, molecular e patogênica de isolados de S. sapinea, para escolher os isolados mais agressivos para uso na seleção de material resistente. Quatro isolados da região Sul do Brasil foram obtidos e a caracterização morfológica e patogênica indicou que os isolados estudados pertencem ao morfotipo“A” de Diplodia pinea. Houve diferenças na agressividade e na diversidade genética dos isolados em todos os testes in vitro e in vivo. A maior herdabilidade de Pinus radiata para tamanho das lesões foi obtida com o isolado SS1.3 (H2M = 0,3357870),enquanto que para secamento dos ponteiros a maior herdabilidade foi obtida com o isolado SS2.4 (H2M = 0,256347). Os resultados mostraram a possibilidade de seleção precoce de material resistente à seca de ponteiros em mudas de Pinus radiata o que representa importante avanço no desenvolvimento econômico do mercado florestal brasileiro.

Idade: 52
Localidade: Curitiba - PR
Instituição que cursou: Universidade Federal do Paraná
Titulação: Doutora
Área: Silvicultura

Monografia

Autor: Christian Rainier Imana

Subtema: Sistema Tributário do Setor Florestal

Resumo: Nas últimas décadas, a carga tributária brasileira tem sido, constantemente, objeto de discussão e análise nos meios acadêmico, político e social. Em 2008, o percentual do PIB brasileiro relacionado a tributos atingiu o patamar de índices dos países da OCDE, apesar de no contexto social o Brasil encontrar-se num nível inferior aos referidos países. O atual sistema tributário brasileiro está alicercado nos moldes e premissas do Código Tributário Nacional de 1966, o que denota a necessidade de reformulação do sistema fiscal, de modo a atualizá-lo e torná-lo menos burocrático, mais eficiente e progressivo. O intuito do presente trabalho é reunir as áreas de tributação, direito e meio ambiente, de modo a identificar e quantificar a carga tributária incidente sobre a produção do carvão vegetal. O carvão vegetal representa 35% da produção florestal nacional, desse percentual três quartos são destinados ao mercado siderúrgico, sobretudo à produção do ferro gusa. O Estado de Minas Gerais concentra 64% da produção de carvão vegetal do país, sendo o maior produtor de carvão vegetal. O faturamento da empresa carvoeira foi tomado como base de cálculo para os tributos. Doze espécies tributárias foram analisadas: ECRRA, TF, ICMS, COFINS, PIS, IRPJ, CSLL, ITR, TCFA, TFAMG, INSS e FGTS. O impacto tributário para a produção do carvão vegetal foi igual a 9,76%. Não houve incidência de tributos municipais para o carvão vegetal. Os tributos estaduais representaram 10% da carga tributária sobre o processo produtivo carvoeiro, concentrando-se basicamente na taxa florestal, o restante da tributação é de competência federal. Os encargos sociais sobre a folha de pessoal e a taxa florestal responderam, respectivamente, por 1,63% e 0,97% do faturamento da produção do carvão vegetal. A COFINS foi o maior tributo da produção carvoeira: 3%, o que evidencia e corrobora a regressividade que permeia o sistema tributário brasileiro em detrimento aos tributos progressivos, como o IRPJ e a CSLL. Dentro do Estado de Minas Gerais, o ICMS do carvão vegetal é diferido, ou seja, o produtor rural está desobrigado de recolher o ICMS. Isto significa que a empresa compradora do carvão vegetal responde pelo ônus total do ICMS. A inexistência de cobrança de tributo municipal na cadeia produtiva do carvão vegetal corrobora a baixa participação da arrecadação municipal na carga tributária brasileira. Observou-se que a estrutura fiscal das três esferas políticas é burocrática e ineficiente sob a ótica fiscal, prova disso são as taxas ambientais TCFA e TFMAG, cujas receitas possuem baixos valores arrecadados ante à produção e os valores cobrados são ínfimos diante da receita auferida, de modo que não conseguem inibir a exploração de recursos ambientais e sua respectiva compensação ambiental. O sistema tributário nacional mostrou-se regressivo, importando na necessidade de uma reestruturação fiscal nas três esferas governamentais com implicações sobre o pacto federativo do país.

Idade: 37
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Mestre
Área: Economia Florestal

Monografia | Resumo

Autor: Teddy Marques Farias

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: O mundo passa por grandes transformações nas suas estruturas econômicas, sociais, científicas e tecnológicas. Essas mudanças têm levado a uma reflexão sobre o comportamento humano em relação ao planeta terra e em relação a si próprio. O sistema de produção e consumo, imperativo durante todo o século XX, produziram diversas mazelas que afetaram profundamente a relação entre os povos e o meio ambiente, chegando a um ponto próximo do insustentável, colocando em risco as estruturas político- sociais e a própria vida no planeta. O Brasil, detentor da maior biodiversidade do mundo, tem sido pressionado a apresentar soluções para a preservação dos seus recursos naturais. Porém, a solução para os problemas aqui existentes não são simples. As equações necessárias para resolver tais questões são complexas e possuem “n” variáveis, dadas as dimensões do país e a heterogeneidade dos problemas a serem resolvidos. Além disso, os sistemas preservacionistas aqui implantados, até então, estão baseados naqueles utilizados nos países do hemisfério norte, na maioria das vezes, não adequados às condições brasileiras. Assim, existe a necessidade da formulação de um método próprio e específico para solucionar as questões ambientais brasileiras. O objetivo geral desse trabalho é descrever a cadeia produtiva do pequi no Norte de Minas Gerais, bem como uma avaliação dos fatores econômicos, sociais e ambientais envolvidos nas atividades extrativista do fruto. É também objetivo desse trabalho propor modelos dos sistemas estudados. Para isso foi feito um estudo da cadeia produtiva do pequi junto às comunidades e também dos os fatores inseridos no processo dentro do contexto do território “Norte de Minas Gerais”, bem como suscitar a discussão sobre a importância do extrativismo de frutos nativos, em especial o pequi, na região. Como resultado obteve-se a descrição do Arranjo Produtivo Local (APL) do pequi, Modelos representativos do processo e uma discussão dos fatores positivos e dos desafios enfrentados na cadeia produtiva. Como resultado pode se constatar a grande importância do extrativismo do pequi no Norte de Minas Gerais e também pode se fazer sugestões para o incremento de políticas para a valorização da Cadeia Produtiva do Pequi, como meio de geração de renda, principalmente para agricultores familiares, e como meio de preservação do Bioma Cerrado.

Idade: 41
Localidade: Montes Claros - MG
Instituição que cursou: Universidade Federal de Minas Gerais
Titulação: Mestre
Área: Engenharia Química

Monografia | Resumo

Autor: Augusto Valencia Rodriguez

Subtema: Estratégias de agregação de valor para a indústria de madeira brasileira

Resumo: São apresentadas as características do empreendimento, as projeções de crescimento e plano básico de suprimento, aspectos logísticos, as premissas utilizadas para diversos cenários de negócios abordados, resultados e recomendações gerais para suporte à decisão.

Para os cenários de análise de negócios de base florestal, ditos tradicionais, foram utilizados dois ciclos de corte de seis anos cada, perfazendo um projeto florestal de doze anos. Outros dois cenários foram abordados, porém, com manejo florestal diferenciado, atendendo ao negócio de produção de madeira para toras e o próprio negócio serraria, o que alonga um pouco mais a duração do projeto sendo descritos como:
1 – Imobiliário: valoração das terras ao longo do tempo, com a consequente indexação de valores pré-estabelecidos;
0 – Venda de madeira em pé: disponibilização dos volumes nas idades de corte de 6 anos e 12 anos, considerando-se as produtividades correntes, os dados sobre qualidade da madeira e o status dos mercados atuais;
1 – Termo geração de energia elétrica: destinando toda a produção para a geração de energia elétrica;
2 – Produção de carvão vegetal: com alto grau de mecanização e horizonte de investimentos de longo prazo (acima de 10 anos). Este cenário ainda foi desdobrado nos cenários 3 (produção de carvão com queimadores de fumaça), para atendimento à questões ambientais; cenário 4 (produção de carvão com secagem da madeira) e geração de energia;
6 – Venda periférica de resíduos: apresenta-se como uma atividade complementar às demais;
7 – Pellets (ou briquetes): uma variação do cenário anterior, porém, procurando-se agregar maior valor ao produto;
8 – Serraria: trata-se de um cenário alternativo em que se exige um manejo florestal diferenciado, com um maior tempo de maturação das florestas e investimentos intermediários, tendo, porém, receitas antecipadas relativas à madeira dos desbastes, na forma de lenha ou mesmo, produção de carvão vegetal;
9 – Madeira em pé para toras: cenário vislumbrado a partir do anterior, não se investindo, contudo, no braço industrial de uma serraria ou unidades de tratamento de madeira.

Todos os cenários foram estruturados em planilhas eletrônicas, agrupadas e concatenadas, possibilitando a produção de diversas situações, a partir de simulações nas estruturas de produção, custos e preços de mercado, sendo produzidos resultados automáticos, obedecendo aos critérios descritos, para manipulação das mesmas.

As opções mais atrativas apresentadas (serraria e madeira em pé para serraria) demandam de forma inerente a destinação da madeira de desbaste produzida no manejo, o que pode ser entendido como um novo negócio de venda de madeira em pé, ou produção de carvão vegetal, etc. Ainda no negócio serraria, conforme pode ser visto na aba “serraria”, a própria serraria gera produtos de natureza razoavelmente distintos (madeira de primeira, bica, resíduos). Deve-se notar que, a implantação de mais de um negócio pode permitir a sinergia entre eles e a redução de alguns custos fixos tornando o conjunto mais atrativo que cada negócio individualmente.

Idade: 51
Localidade: Belo Horizonte - MG
Instituição que cursou: Universidade Federal de Viçosa
Titulação: Bacharel
Área: Engenheiro Agrícola

Monografia | Resumo


Autor: Habib Jorge Fraxe Neto

Subtema: Novo Código Florestal Brasileiro

Resumo: Analisam-se os impactos econômicos do novo Código Florestal, a Lei nº 12.651, de 2012, que flexibilizou exigências de recuperação em áreas protegidas como Reservas Legais (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP), assim como admitiu ocupações consolidadas nessas áreas, liberando um considerável estoque de terras para a atividade agrícola. A pujança do setor, que responde por cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), indica a necessidade de marco regulatório e instituições estáveis, que promovam a adequada segurança jurídico-econômica.

Analisa-se a evolução normativa, com foco no primeiro Código Florestal, em 1934 e no Código de 1965, indicando-se ainda que a reforma representou o atendimento dos interesses do setor agrícola, o que pode resultar em maior comprometimento desse setor em aderir às novas regras.

Examinam-se os dispositivos da nova lei que tratam do setor florestal, para apontar que houve pouco inovação quanto à exploração florestal, indicando a continuidade das regras e a estabilidade necessária a um setor que planeja a médio e longo prazos. Apontam-se os dispositivos em que houve inovações para o setor, a exemplo da possibilidade de uso econômico em RLs para qualquer imóvel rural e não apenas para pequenas propriedades, conforme previa a lei antiga.

A partir de parâmetros que consideram a extensão de terras, em hectares, onde houve alteração nas exigências de recomposição de passivos ambientais, estima-se o impacto do Código nos setores de florestas plantadas, exploração de madeiras nativas, manejo florestal comunitário e restauração florestal, relacionando-se esses setores com os dispositivos alterados.

A partir do vínculo entre as regras do Código e os princípios estabelecidos em tratados internacionais para proteção da biodiversidade e regulação do regime climático, examinam-se como os mecanismos a serem implementados por meio desses acordos podem fortalecer o mercado de florestas, em especial o setor de restauração florestal. Esse setor pode ainda beneficiar-se da efetiva implementação das novas regras e dos instrumentos criados para recuperação do passivo ambiental restante.

Idade: 47
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade de Brasília
Titulação: Bacharel
Área: Ciências Biológicas

Monografia | Resumo

Autor: Guilherme Carneiro de Mendonça

Subtema: Quadro atual e propostas para o setor de florestas nativas

Resumo: A Mata Atlântica continua seriamente ameaçada e o desenvolvimento de métodos de utilização racional dos recursos florestais que ao mesmo tempo em que gerem renda mantenham também a prestação de serviços ecossistêmicos é o maior desafio para a sua conservação. Apesar das vantagens edafoclimáticas e tecnológicas do Brasil em relação a silvicultura, o plantio de espécies arbóreas nativas com fins econômicos é ainda incipiente. A produção madeireira de espécies nativas no Brasil se restringe às florestas da Amazônia e, em sua maioria, ainda de forma predatória. A análise econômica é fundamental em projetos de longo prazo tais como os florestais, sobretudo ao lidar com espécies não tradicionais. Neste estudo foi avaliado o potencial econômico da produção madeireira e não madeireira de dez espécies nativas da Mata Atlântica, sendo elas: Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), Cariniana legalis (jequitibá-rosa), Goniorrhachis marginata (guaribu-amarelo), Kielmeyera albopunctata (nagibe), Lecythis pisonis (sapucaia-vermelha), Manilkara bella (paraju), Pterygota brasiliensis (farinha-seca), Spondias venulosa (cajá), Vitex sp. (tarumã) e Zeyheria tuberculosa (ipê-felpudo). Os povoamentos avaliados foram implantados em plantios puros no espaçamento 2 x 2 m, conduzidos na Reserva Natural da Vale no Espírito Santo com idades de 21 a 25 anos. O custo total de produção foi indentificado a partir dos custos das atividades operacionais de implantação e manutenção de povoamentos florestais e da aquisição de equipamentos e insumos. A estimativa da receita total foi realizada por meio da soma das receitas advindas da comercialização da madeira e da possibilidade de comercialização de sementes e frutos. Os critérios de análise econômica empregados foram o Valor Presente Líquido, a Taxa Interna de Retorno e a Renda Periódica Equivalente. Para a análise de sensibilidade foram empregados três diferentes cenários de taxas de desconto, preços de madeira e de terra. O custo total para o estabelecimento de um hectare de floresta foi de R$ 16.964, 89 do qual 74 % corresponde a implantação e 26 % a manutenção. O custo total de produção envolvendo produção de madeira e sementes e frutos por hectare variou de R$ 39.562,64 para guaribu-amarelo a R$ 70.678,03 para sapucaia-vermelha do qual tiveram maior participação o custo da terra, seguido da implantação e a manutenção. A receita com a produção madeireira variou de R$ 13.030,57 para nagibe a R$ 103.325,98 para cajá e, de sementes e frutos, de R$ 1.008,00 para tarumã a R$ 310.050,00 para sapucaia-vermelha. A taxa de desconto foi o fator de maior influência na viabilidade dos projetos. Considerando a taxa de 12%, apenas sapucaia-vermelha e cajá tiveram viabilidade econômica. Para taxas de desconto de 8%, foram viáveis apenas gonçalo-alves, sapucaia-vermelha, paraju, cajá e ipê-felpudo. Nagibe, farinha-seca e tarumã não tiveram VPL positivo em nenhum cenário avaliado. Para que se alcance a atratividade de plantios com espécies nativas da Mata Atlântica é necessário que ocorra o melhoramento genético direcionado a ganhos de produtividade e a valorização da madeira. A possibilidade de comercialização de sementes e frutos demonstrou ser uma importante alternativa de renda mesmo em condições de baixa demanda de mercado, com destaque para sapucaia-vermelha.

Idade: 30
Localidade: Venda Nova do Imigrante - ES
Instituição que cursou: Universidade do Espírito Santo
Titulação: Mestre
Área: Ciências Florestais

Coautor: José Franklin Chchorro

Monografia | Resumo

Autor: Sergio Luiz Ferreira Gonçalves

Subtema: Mercado Florestal

Resumo: Este estudo de economia florestal é resultado parcial da parceria inédita entre universidade, organização não governamental e instituição de governo estadual, tendo como objetivo maior subsidiar ações de ATER por meio dos resultados da prospecção de mercado para 03 produtos diferenciados da agricultura familiar (Andiroba, Copaíba, Açaí) em 05 municípios estratégicos do estado do Amazonas, tendo como objetivos específicos: (i) estudo e características do mercado (ii) concorrentes (iii) tendências de mercado (iv) potenciais consumidores (v) base produtiva para o produto (vi) aspectos legais (vii) distribuição (viii) comunicação: produtor-consumidor (ix) preços competitivos, na perspectiva de complementar a geração de renda familiar com base na produção florestal. A investigação na prospecção de mercado foi por meio de questionários/entrevistas, sendo definida a amostra pesquisada, técnica de amostragem aleatória estratificada proporcional, em razão de não ser possível à utilização do censo em todas as abrangências dos municípios selecionados do estado do Amazonas. O estudo é dividido em duas etapas distintas, sendo a primeira coleta de informações e a segunda, de análise dos dados, inserção de antecedentes estatísticos e não estatísticos visando identificar a procura e a oferta atual e a interpretação dos resultados. Este estudo não teve a intenção de fazer uma prospecção em nível de detalhe, o que seria absolutamente impossível em face ao tempo e recursos, mas na verdade trata-se de um recorte de mercado que aponta pontos positivos e negativos, mas que a nosso ver os desafios não superam as oportunidades apontadas em vários capítulos desse estudo. Como resultados espera-se que o conhecimento do mercado destes produtos contribua na definição de estratégias por parte de tomadores de decisão de instituições de ATER para buscar a sustentabilidade e enfrentar os trade-off da economia local. De uma forma geral, independente da natureza dos produtos, percebe-se que os envolvidos reagem pouco aos estímulos para a organização da produção, mas para que seja possível acessar novos ou ampliar a atuação no mercado, seja ele local, regional ou nacional, algumas iniciativas devem ser perseguidas, das quais cita-se: criar melhores mecanismos para a comercialização; estabelecimento de postos para armazenagem; fortalecimento das iniciativas existentes por meio de capacitação para a produção que apresentem maior valor agregado; investimentos em infraestrutura de produção e tecnologias; apoio no aprofundamento na prospecção de mercado; mediação nos processos de negociação de contratos; instituir parceria com o setor empresarial – PSE para as cadeias de valor: andiroba, copaíba e açaí e a necessidade de diversificação e qualidade da produção associadas a estratégias de marketing.

Idade: 40
Localidade: Manaus - AM
Instituição que cursou: Universidade Federal do Paraná
Titulação: Mestre
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo

Autor: Ricardo Wypych

Subtema: Mercado florestal e sistema tributário nacional

Resumo: O presente trabalho apresenta a temática do PIS e COFINS, sobre insumos na formação de florestas. Problemática referente aos créditos inerentes a esta operação. Quais os fundamentos legais favoráveis e contrários.

Verificará a situação atual desta contribuição, seu tratamento doutrinário e jurisprudencial, a fim de demonstrar as melhores soluções para o embate travado entre o contribuinte e o Fisco, vez que a ausência de determinantes legais deixa livre arbítrio do agendo Fazendário, instruir os ditames em que o contribuinte mero espectador deveria seguir.

Sendo assim, se denota que a materialidade das contribuições sociais tem maior simpatia com a legislação do Imposto de Renda do que com a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, necessitando desta forma uma concreta conceituação de insumos a fim de creditamento de PIS/COFINS.

Idade: 25
Localidade: Curitiba - PR
Instituição que cursou: Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Titulação: Bacharel
Área: Direito

Monografia | Monografia

Autora: Lucimarta Guedes Vieira de Barros

Subtema: Novo Código Florestal Brasileiro

Resumo: O Cerrado Brasileiro sempre careceu de leis mais efetivas de o protegessem. Nesta pesquisa empírica, de caráter bibliográfico e com consultas a sites oficiais dos órgãos que cuidam do meio ambiente, procurou-se levantar e indicar os principais aspectos relacionados aos meios de produção legislativa pertinente. Observou-se que, num primeiro momento, por ter uma aparência escassa, com visual de certo modo deprimente, e solo impróprio ao cultivo de plantas economicamente interessantes, o Cerrado Brasileiro foi tratado como vegetação desprovida de qualquer importância biológica ou econômica. Mais tarde, a modernização das técnicas agronômicas permitiram que grandes áreas do Cerrado fossem integradas à economia agropecuária. Um pouco depois dilatou-se o conhecimento da complexidade, da riqueza e da importância para o mundo do Bioma Cerrado, a mais variada vegetação savânica do planeta. Isto hodiernamente gera uma tensão crescente, com grandes agricultores e pecuaristas numa ponta e ambientalistas noutra. Este “cabo-de-guerra” refletiu-se na elaboração do Novo Código Florestal Brasileiro, ainda hoje com fracas leis de proteção do bioma em questão, a despeito de protestos de diversos níveis da sociedade e, inclusive, de membros da área técnica de órgãos governamentais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Da análise do contexto, percebeu-se, então, que a elaboração de leis mais efetivas de proteção deste bioma estaria atrelada à economia agrária, levando em conta os recursos econômicos nativos deste bioma, o que é proposto ao final deste trabalho.

Idade: 42
Localidade: São João de Meriti - RJ
Instituição que cursou: Instituto Metodista Benett do Rio de Janeiro
Titulação: Bacharel
Área: Direito

Monografia | Resumo

Autora: Luane Izabel Dias Milder

Subtema: O Novo Código Florestal Brasileiro

Resumo: O Novo Código Florestal é inovador no que tange aos serviços ambientais ao prever instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos, sendo primordial o desenvolvimento sustentável. Este trabalho discorre sobre a aplicabilidade destes instrumentos na conservação e recuperação de áreas de preservação permanente em zonas urbanas. Uma vez que, sob diversos argumentos, essas áreas foram tratadas ao longo dos anos à margem da legislação florestal e que agora não restam dúvidas sobre a incidência de tal legislação sobre as zonas urbanas, este estudo procura mostrar como o mesmo dispositivo legal – o Novo Código Florestal - pode ser usado para cumprir os objetivos de preservação urbana. Para tanto, aborda assuntos como o direito de propriedade, indicado como o percurso histórico das leis e da sociedade culminaram com as atuais leis de uso e ocupação do solo no Brasil. Em seguida, discorre sobre desastres naturais ressaltando o fato de que no Brasil a maior parte deles ocorre sobre áreas densamente povoadas e ambientalmente protegidas. Logo após chama a atenção para o debate conflituoso que, durante a vigência do antigo Código Florestal, se formou em torno do uso das faixas não edificáveis ao longo dos cursos d’água em área urbana. Por fim, trás à luz as possibilidades que o Código Florestal de 2012 proporcionou para a criação de serviços ambientais e como as áreas de preservação permanente em zonas urbanas podem se inserir neste contexto tal qual já o estão as zonas rurais, estendendo, assim, os mesmos benefícios para as áreas que tem as mesmas restrições de proteção.

Idade: 44
Localidade: São Pedro do Sul - RS
Instituição que cursou: Universidade Federal do Paraná
Titulação: Mestra
Área: Engenharia Florestal

Monografia | Resumo

Autor: José de Jesus Sousa Lemos

Subtema: Quadro atual e propostas para o setor de florestas nativas

Resumo: O objetivo é desenvolver técnicas de manejo de áreas que preservem a palmeira de babaçu, importante recursos natural maranhenses em ampla fase de devastação. Testaram-se três (3) densidades de palmeiras de babaçu (40, 60 e 80 palmeiras por hectare) em consórcio com lavouras alimentares: arroz, feijão, mandioca e milho. Buscava-se observar o comportamento das lavouras, bem como o aproveitamento integral do coco do babaçu, avaliando as receitas brutas potenciais advindas da venda dos produtos agrícolas, amêndoa, mesocarpo e carvão extraído do endocarpo do babaçu. Selecionaram-se doze famílias para a execução dos trabalhos de campo supervisionadas pelo Coordenador da pesquisa e por técnico da ASSEMA, ONG maranhense que congrega agricultores assentados no Médio Mearim maranhense. O trabalho experimental começou com o preparo das áreas sem a utilização da queima para limpeza das áreas, tão pouco eliminando as palmeiras de babaçu, a não ser para o atingir as densidades testadas na pesquisa. Mesmo nestes casos apenas eram derrubadas palmeiras não produtivas. Computaram-se os preços atuais (dezembro de 2012) de mercado dos produtos agrícolas alimentares e dos derivados do coco do babaçu. As evidências encontradas na pesquisa apontam para resultados promissores: viabiliza segurança alimentar, tem um grande potencial gerador de renda monetária e poupa os recursos naturais da floresta e da capoeira, na medida em que se substituem o carvão de lenha por carvão de babaçu. Os resultados da pesquisa mostram que há duas possibilidades de exploração do consórcio de Palmeiras de Babaçu com culturas alimentares. Caso o objetivo principal da família seja incrementar a produção das lavouras e usar os derivados do babaçu apenas como complemento de renda, a melhor opção seria a densidade de sessenta (60) palmeiras por hectare. Se o objetivo da família for otimizar a renda monetária tendo a produção das lavouras apenas como instrumento para a segurança alimentar e eventualmente gerar algum excedente, a melhor densidade é a de oitenta (80) palmeiras por hectare. Os resultados da pesquisa se difundiram em municípios adjacentes e os agricultores inclusive já estão elaborando outros tipos de consórcios utilizando culturas diferentes das anuais usadas na pesquisa.

Idade: 64
Localidade: Fortaleza - CE
Instituição que cursou: Universidade Federal Rural da Amazônia
Titulação: Bacharel
Área: Engenheiro Agrônomo

Coautor: Ronaldo Carneiro Sousa

Monografia | Resumo

Autor: Flavio Cunha Laureano da Silva

Subtema: Quadro atual do setor de florestas plantadas no Brasil

Resumo: Diante da importância socioeconômica da produção de carvão vegetal no Vale do Caí e Taquari, medidas para alavancar a cadeia produtiva local devem ser tomadas, como torná-la um Arranjo Produtivo Local (APL). O estudo objetiva identificar carências e definir estratégias de desenvolvimento regional para que a região torne-se um APL do Carvão Vegetal. A região de estudo abrangeu os municípios de Brochier, Maratá, Paverama e Poço das Antas, RS. Os subsídios foram obtidos com aplicação de questionários in loco. Os atores potenciais (agentes) foram divididos em diretos e indiretos. O processo de amostragem com probabilidade proporcional ao tamanho foi utilizado para quantificar o número de propriedades rurais e embaladores de carvão a serem entrevistados. Foram estabelecidas 123 propriedades rurais e 09 embaladores. A análise econômica da atividade dos atores diretos locais foi realizada com auxílio dos critérios: Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Relação Benefício-Custo (Ri), Custo Médio de Produção (CMPr), Valor Anual Equivalente (VAE), Valor Presente Líquido Infinito (VPL∞), Valor Esperado da Terra (VET), Remuneração da Mão de Obra Familiar (RMOF). Com os subsídios coletados foram elaborados cenários para posterior análise econômica, utilizando uma taxa média de atratividade de 6,8% a.a. Alguns custos fixos (equipamentos, máquinas, benfeitorias) foram submetidos ao cálculo de depreciação linear conforme Timofeiczyk Júnior (2004). Os dados de produção de acácia-negra utilizados foram oriundos de Schneider et al. (2000). O custo de anual da terra foi calculado segundo Silva e Fontes (2005).

Dentro os atores potenciais diretos, foram identificados sete viveiros florestais, 1087 produtores de acácia negra, 3531 fornos de carvão e 33 embaladores, todos estes caracterizados por mão de obra familiar. Por tal motivo, essas atividades tem baixo nível tecnológico, sendo esse mais evidenciado no empacotamento do carvão. Os viveiros mais encontrados foram de 300.000 mudas de acácia-negra de produção, produtores de acácia com mais de dez hectares, produtores de carvão com no máximo dois fornos e embaladores de dez a vinte toneladas de carvão por ano. Dentre os atores indiretos foram identificados 16, entre instituições e entidades públicas e privadas. Todos os cenários propostos para análise econômica foram considerados viáveis, exceto a produção de acácia-negra pura no índice de sítio 12. Isso mostrou que a produção de carvão e suas atividades complementares geram renda para a população local.

A produção de carvão é concentrada em pequenas e médias propriedades rurais, nível tecnológico defasado, baixo rendimento produtivo, sem conhecimento de gestão administrativa. O cooperativismo seria uma estratégia competitiva para ter uma maior visibilidade, maior facilidade de acesso a créditos, favorecendo inovações e capacitação. Os projetos de instituições não tem muita aceitabilidade na região por falta de uma governança, ou seja, um agente que teria a função de coordenação e intervenção sobre inter-relações produtivas, tecnológicas e elaboração de projetos. Outro fator promissor é a atuação do governo estadual em políticas publicas de promoção dos APL’s como instrumento de desenvolvimento local. Exemplo disso foi a criação do Fundo de Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais, cujos recursos fomentam as ações e projetos relacionados a arranjos.

Idade: 25
Localidade: Santa Maria - RS
Instituição que cursou: Universidade Federal de Santa Maria
Titulação: Mestrando
Área: Engenharia Florestal

Coautor: Jorge Antonio de Farias

Monografia | Resumo

32p - Elaboração de planos de adequação ambiental e determinação dos custos de recuperação em áreas de preservação permanente na Bacia do Rio Xopotó-MG

Autor: Rogério Assunção Campos

Subtema: Quadro atual e propostas para o setor de florestas nativas

Resumo: A expansão das fronteiras agrícolas motivada pela necessidade crescente de produzir alimentos promoveu a derrubada de importantes áreas de florestas, sem que houvesse um mínimo de planejamento e que levasse em conta a questão ambiental. As principais áreas de cultivo agrícola e de pastagem na Zona da Mata Mineira ocorrem nas áreas ciliares e de várzeas, fato que contribui intensamente para a degradação dos cursos d’água. Desta forma, o objetivo geral deste trabalho foi elaborar planos de adequação ambiental e determinar os custos de recuperação de áreas de preservação permanente na Bacia do Rio Xopotó, Minas Gerais. O levantamento de campo da pesquisa foi realizado em 37 propriedades rurais dos municípios de Alto Rio Doce, Brás Pires, Cipotânea e Desterro do Melo, no ano de 2008. O georreferenciamento das propriedades rurais, incluiu o zoneamento, estudo de uso e ocupação do solo e a quantificação das áreas de preservação. As coordenadas geográficas das propriedades rurais foram coletadas com o uso do GPS de navegação modelo GARMIN MAP 60CSx e os dados foram processados no software GPS TrackMakerPro e manipulados no ArcGis 9.3.1. As propriedade rurais foram estratificadas em 3 estratos, sendo o estrato 1 com áreas de até 30 hectares, estrato 2 de 30 hectares a 4 módulos fiscais e estrato 3 com áreas superiores a 4 módulos fiscais. Posteriormente, foram selecionadas seis tipos de técnicas de recuperação, sendo plantio adensado, plantio de enriquecimento, plantio espaçado, cercamento, poleiros artificiais e transposição do banco de sementes. Em seguida, definiu-se os materiais necessários para a recuperação das áreas e realizou-se o cálculo dos custos dos materiais e mão de obra utilizados na implantação das técnicas sugeridas para conhecimento dos custos finais. A área total calculada das 37 propriedades estudadas foi de 1.612,71 ha. O estrato 1 foi composto por 17 propriedades, o estrato 2 foi composto por 15 propriedades e o estrato 3 composto por 5 propriedades. As Áreas de Preservação Permanente representaram aproximadamente 17,6% da área total das propriedades, sendo que apenas 3,3% se encontram ocupadas por vegetação nativa. Os custos das técnicas por hectare variaram de R$ 315,63 para a técnica dos poleiros artificiais e de R$ 8.363,78 para a técnica do plantio adensado. A área total para adequação ambiental nas 37 propriedades foi de 281,47 ha, de um total de 1.612,71ha. O custo total foi de R$1.689.339,16 e o custo médio por hectare de adequação destas áreas foi de R$6.002,06. Existe uma profunda diferença entre os custos totais para a recuperação ambiental das propriedades com os valores variando de R$ 926,53 a R$202.342,24. Ao se estimar o custo de adequação de toda a bacia do Rio Xopotó, que tem uma área de 83.400 km², chega-se ao valor de aproximadamente R$8,7 bilhões, indicando o alto aporte de investimento.Todos esses custos devem ser levados em consideração para fomentar políticas públicas de programas de pagamentos por serviços ambientais, pois sem incentivos os produtores não terão como arcar com os custos da recuperação dessas áreas, permanecendo degradadas, e causando impactos negativos para a região.

Idade: 26
Localidade: Uberaba - MG
Instituição que cursou: Universidade Federal de Viçosa
Titulação: Bacharel
Área: Engenharia Florestal

Coautores: Laercio Antonio Gonçalves Jacovine, Ana Carolina Campanha de Oliveira, Juliana Reis Sampaio, Daniel Brianezi

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Autora: Railssa Peluti Alencar

Subtema: Comércio internacional e inserção do setor florestal brasileiro

Resumo: O presente trabalho busca identificar, de maneira preliminar, dados econômicos e comerciais sobre o setor florestal e, particularmente, sobre produtos florestais não-madeireiros, que permitam vislumbrar seu potencial como futuro elemento dinamizador da economia brasileira. Visa também a analisar os potenciais efeitos de arranjos de produção centrados no desenvolvimento local, observando os desafios presentes na diversificação do comércio internacional de produtos biodiversos que vem sendo praticado pelo Brasil. Propõe refletir, ainda, sobre cenários possíveis para garantir que a população indígena e a população que superou a linha da pobreza possa prosseguir aumentando seu padrão de vida por meio de oportunidades e de empregos de maior qualidade, e sejam partícipes das vantagens decorrentes do aumento do fluxo de comércio de bens biodiversos, tanto em sua etapa de produção quanto na apropriação dos ganhos produzidos pela sua comercialização em mercados internacionais.

Idade: 33
Localidade: Brasília - DF
Instituição que cursou: Universidade de São Paulo
Titulação: Mestra
Área: Ciência Política

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Autor: Stenio Max Lacerda

Subtema: Sistema do setor tributário florestal

Resumo: Um dos mecanismos previstos na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) para mitigar as consequências do efeito estufa é a extrafiscalidade ambiental promocional, que consiste na tributação com o viés de proteção ambiental. Neste contexto, o presente trabalho tem por finalidade estudar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), cujo caráter extrafiscal é desenvolvido com duas finalidades: garantir a utilização da terra e promover a proteção dos recursos ambientais. Um dos objetivos do trabalho é mostrar que, da forma como o tributo está atualmente estruturado, esses dois fins são conflitantes. Além disso, o trabalho também objetiva propor uma solução para a incompatibilidade apresentada, harmonizando os fins da extrafiscalidade do ITR. Para isto, a proposta baseia-se na Teoria do Desenvolvimento Sustentável e em princípios do Direito Ambiental. O trabalho de pesquisa foi do tipo bibliográfico e documental, utilizando-se o método comparativo para confrontar a estrutura de tributação do ITR aos princípios e regras do Direito Ambiental e da Teoria do Desenvolvimento Sustentável. O método dedutivo foi utilizado na formulação da proposta de alteração legislativa que buscasse harmonizar a tributação do ITR às bases da teoria desenvolvimentista sustentável. Os resultados obtidos mostram que é possível transformar o ITR em um instrumento eficiente de extrafiscalidade promocional ambiental, com fins de melhoria nos níveis de preservação e conservação do meio ambiente rural no país.

Idade: 39
Localidade: Serra Talhada - PE
Instituição que cursou: Universidade Federal de Pernambuco
Titulação: Bacharel
Área: Matemática

Coautora: Maria Joana Alves da Silva

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