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O que é o Inventário Florestal Nacional

Última atualização em Segunda, 02 de Janeiro de 2017, 17h03

IFN brasilO Brasil é considerado um país florestal, já que mais da metade de seu território é coberto por florestas (54%) e detém a maior extensão de florestas tropicais do planeta. Para melhor gerir este importante ativo ambiental, é fundamental dispor de informações acuradas e confiáveis. As informações produzidas pelo IFN poderão ser usadas em âmbito nacional e subnacional, pelo governo e setor privado. Além disso, espera-se melhorar substancialmente a informação sobre as florestas do país no contexto das convenções e acordos internacionais que tratam sobre o tema.

Na década de 1980, o Brasil realizou a primeira e única edição de um inventário florestal nacional, cujo objetivo principal era gerar informações sobre os estoques de madeira de florestas naturais e plantadas. Até aquela época a maioria dos inventários florestais nacionais tinha como principal foco a produção de madeira. Desde então, apenas inventários regionais foram realizados no país, para atender demandas particulares de informações e subsidiar programas de colonização ou planejamento.

Mais recentemente, com o reconhecimento da importância da floresta em seus múltiplos usos para a produção de bens e serviços ambientais e sociais alguns estados brasileiros tomaram a iniciativa de realizar os seus inventários florestais estaduais. Apesar da iniciativa dos estados ser positiva, para um país com a dimensão e características do Brasil a alternativa mais apropriada é produzir informações sobre suas florestas utilizando um sistema de abrangência nacional.

Para a definição de escopo e metodologia, o IFN foi objeto de oficinas e reuniões, entre 2005 e 2009, envolvendo especialistas brasileiros de todos os biomas e a participação de outros países que já realizavam seus inventários florestais nacionais.

Em 2005, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Nacional de Florestas, retomou o tema iniciando a elaboração de um novo projeto para o IFN, motivado pela importância estratégica dos recursos florestais, tanto em escala nacional como global, e a atual falta de informações qualitativas e quantitativas sobre as suas florestas. O processo de elaboração do projeto do novo inventário nacional começou em 2005, quando o Ministério do Meio Ambiente realizou uma oficina de trabalho para identificar os principais componentes e procedimentos metodológicos a serem considerados no projeto. A reunião contou com especialistas de todo o país e apresentações de experiências nacionais e internacionais sobre o tema. A partir dos resultados dessa oficina, um grupo de trabalho concebeu uma primeira versão do projeto, que foi apresentada em nova oficina realizada em dezembro de 2006. Na mesma data, o IFN foi discutido na CONAFLOR (Comissão Nacional de Florestas).

A elaboração e implementação do Inventário Florestal Nacional se justifica, principalmente, pelas seguintes razões:

  • Importância nacional e global dos recursos florestais: a partir da Rio 92 as florestas assumiram papel de grande importância na agenda internacional, valorizando-se suas funções ambientais e sociais;
  • O Brasil não dispõe de informações adequadas sobre seus recursos florestais: não havia ainda no país um levantamento sistematizado de informações sobre os recursos florestais brasileiros;
  • Informações adequadas para estabelecer políticas públicas, de conservação e uso dos recursos: um país de grande extensão territorial e diversidade de ecossistemas florestais necessita formular políticas com base em informações regionalizadas e atuais;
  • Relatórios internacionais sobre as florestas: o país precisa fornecer informações sobre os seus recursos florestais, também para atender a demandas da agenda internacional sobre o tema florestas;
  • Iniciativas Estaduais isoladas e independentes: o desenvolvimento de uma metodologia nacional incentivará que os estados participem e componham um inventário único, em nível nacional;
  • Descentralização da gestão florestal: o IFN poderá suprir demandas das unidades da federação sobre informações, subsidiando também a gestão em nível estadual.

O principal objetivo do IFN é produzir informações sobre os recursos florestais do Brasil, tanto de florestas naturais como de florestas plantadas, a cada cinco anos, servindo de subsídio à formulação de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação.

O escopo do IFN compreende os recursos florestais em geral, a avaliação da qualidade e condições das florestas e a sua importância para as pessoas. Foi concebido como um inventário florestal contínuo para monitorar as mudanças relacionadas às florestas a cada cinco anos. É de abrangência nacional e utiliza uma metodologia padronizada. Além disso, o foco principal do IFN é a produção de informações estratégicas para aplicações em políticas públicas.

O IFN é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro, outras instituições contribuem na sua execução e os estados também participam como parceiros e importantes beneficiários dos dados e informações.A realização do IFN está prevista no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e a competência de sua coordenação pelo Serviço Florestal está prevista no Decreto 6.101/2007.

O IFN é executado com recursos do Governo Federal, de Estados e projetos de apoio financiados pelo Fundo Amazônia, Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e Programa de Investimento Florestal (FIP).

Os inventários florestais nacionais são levantamentos extensivos sobre os recursos florestais, realizados geralmente pelos governos dos países para a produção de informações estratégicas. Alguns países realizam seus inventários florestais nacionais desde a década de 1920, como é o caso dos Estados Unidos, Finlândia, Suécia e Noruega, dentre outros. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos países adotaram o inventário florestal nacional como instrumento de informação para ajudar na sua reconstrução. Segundo a FAO, existem cerca de 70 países com inventários florestais nacionais implantados, em diferentes fases de execução e níveis de consolidação. Um inventário florestal nacional é mais consolidado na medida em que é institucionalizado e repetido regularmente para ser capaz de produzir informações atualizadas.

Nos últimos anos, o escopo dos inventários florestais nacionais tem sido continuamente ampliado, para permitir um monitoramento e avaliação em nível nacional que inclua as florestas, as árvores fora da floresta, sua condição, produtos e serviços, e também a sua importância para as pessoas. Uma de suas principais aplicações é possibilitar a tomada de decisão com base em informações e conhecimento sobre os recursos florestais. Para saber mais sobre avaliações florestais nacionais visite o site da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – www.fao.org/forestry).

Para executar o Inventário Florestal Nacional, o Serviço Florestal estabelece parcerias com instituições no Brasil e também internacionais. Dentre elas destacam-se:

  • Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – ADS Associação Plantas do Nordeste – APNE
  • Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
  • Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC
  • Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA)· Embrapa Florestas (Curitiba, PR)
  • Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI
  • Fundação de Apoio à Pesquisa de Santa Catarina – FAPESC
  • Fundação Universidade Regional de Blumenau – FURB
  • Fundo Global para o Meio Ambiente – GEF
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
  • Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – IDAF
  • Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará – IDEFLOR
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
  • Jardim Botânico de Curitiba
  • Jardim Botânico de Nova York – NYBC
  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ
  • Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO
  • Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná SEAB-PR
  • Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro SEA-RJ
  • Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia- SEDAM
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas – SEMA
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado de Sergipe
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo – SEAMA
  • Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará – SEMA
  • Secretaria do Meio Ambiente da Bahia – SEMA
  • Secretaria Extraordinária para Coordenação do Programa Municípios Verdes do Pará – PMV
  • SEMA PR (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná)
  • Serviço Florestal Americano – USFS
  • Superintendência de Meio Ambiente do Ceará – SEMACE
  • Universidade de Brasília – UnB
  • Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT
  • Universidade Federal de Rondônia – UNIR
  • Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
  • Universidade Federal de Sergipe – UFS
  • Universidade Federal do Amazonas – UFAM
  • Universidade Federal do Ceará – UFCE
  • Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Universidade Federal do Paraná - UFPR
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
  • Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA

Comissões Nacionais

O objetivo da Comissão Consultiva Nacional (CCN) é acompanhar a implementação do IFN, fazer recomendações para a padronização e harmonização metodológica com as atuais políticas florestais internacionais, nacionais e estaduais, assegurando que as informações e análises sejam geradas com qualidade e em tempo hábil.

Comissão Técnica do IFN

A Comissão Técnica do IFN se dedica a prestar consultoria à Secretaria Executiva do projeto e ao Serviço Florestal Brasileiro sobre questões técnicas e metodológicas de forma a promover a consistência e a evolução metodológica. A Comissão Técnica é integrada por especialistas e consultores experientes, de reconhecida autoridade nas principais áreas relacionadas ao monitoramento de florestas.

Sempre que necessário, a Comissão Técnica poderá propor a criação de comitês técnicos para debater temas específicos necessários para garantir uma adequada execução do projeto, buscando, em especial, melhorar os aspectos metodológicos e apoiar decisões técnicas relevantes.

Comitês Temáticos

Conforme a necessidade, o Comitê Técnico Nacional propõe a criação de Comitês temáticos. Os comitês temáticos suprem demandas específicas dentro do projeto do IFN e têm a função de assegurar a qualidade dos aspectos metodológicos e da análise dos dados e contribuem com recomendações técnicas.Abaixo, alguns comitês temáticos que já foram estabelecidos:

  • Socioambiental
  • Paisagem
  • Identificação botânica

Saiba mais sobre o IFN:

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