Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > O que é o IFN
Início do conteúdo da página

O que é o Inventário Florestal Nacional

Última atualização em Quarta, 22 de Fevereiro de 2017, 17h31

IFN brasilO Brasil é considerado um país florestal, já que mais da metade de seu território é coberto por florestas (54%) e detém a maior extensão de florestas tropicais do planeta. Para melhor gerir este importante ativo ambiental, é fundamental dispor de informações acuradas e confiáveis. As informações produzidas pelo IFN poderão ser usadas em âmbito nacional e subnacional, pelo governo e setor privado. Além disso, espera-se melhorar substancialmente a informação sobre as florestas do país no contexto das convenções e acordos internacionais que tratam sobre o tema.

Na década de 1980, o Brasil realizou a primeira e única edição de um inventário florestal nacional, cujo objetivo principal era gerar informações sobre os estoques de madeira de florestas naturais e plantadas. Até aquela época a maioria dos inventários florestais nacionais tinha como principal foco a produção de madeira. Desde então, apenas inventários regionais foram realizados no país, para atender demandas particulares de informações e subsidiar programas de colonização ou planejamento.

Mais recentemente, com o reconhecimento da importância da floresta em seus múltiplos usos para a produção de bens e serviços ambientais e sociais alguns estados brasileiros tomaram a iniciativa de realizar os seus inventários florestais estaduais. Apesar da iniciativa dos estados ser positiva, para um país com a dimensão e características do Brasil a alternativa mais apropriada é produzir informações sobre suas florestas utilizando um sistema de abrangência nacional.

Para a definição de escopo e metodologia, o IFN foi objeto de oficinas e reuniões, entre 2005 e 2009, envolvendo especialistas brasileiros de todos os biomas e a participação de outros países que já realizavam seus inventários florestais nacionais.

Sobre Inventários Florestais Nacionais

Os inventários florestais nacionais são levantamentos extensivos sobre os recursos florestais, realizados geralmente pelos governos dos países para a produção de informações estratégicas. Alguns países realizam seus inventários florestais nacionais desde a década de 1920, como é o caso dos Estados Unidos, Finlândia, Suécia e Noruega, dentre outros. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos países adotaram o inventário florestal nacional como instrumento de informação para ajudar na sua reconstrução.

Segundo a FAO, existem cerca de 70 países com inventários florestais nacionais implantados, em diferentes fases de execução e níveis de consolidação.Um inventário florestal nacional é mais consolidado na medida em que é institucionalizado e repetido regularmente para ser capaz de produzir informações atualizadas.Nos últimos anos, o escopo dos inventários florestais nacionais tem sido continuamente ampliado, para permitir um monitoramento e avaliação em nível nacional que inclua as florestas, as árvores fora da floresta, sua condição, produtos e serviços, e também a sua importância para as pessoas. Uma de suas principais aplicações é possibilitar a tomada de decisão com base em informações e conhecimento sobre os recursos florestais. Para saber mais sobre avaliações florestais nacionais visite o site da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

Em 2005, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Programa Nacional de Florestas, retomou o tema iniciando a elaboração de um novo projeto para o IFN, motivado pela importância estratégica dos recursos florestais, tanto em escala nacional como global, e a atual falta de informações qualitativas e quantitativas sobre as suas florestas. O processo de elaboração do projeto do novo inventário nacional começou em 2005, quando o Ministério do Meio Ambiente realizou uma oficina de trabalho para identificar os principais componentes e procedimentos metodológicos a serem considerados no projeto. A reunião contou com especialistas de todo o país e apresentações de experiências nacionais e internacionais sobre o tema. A partir dos resultados dessa oficina, um grupo de trabalho concebeu uma primeira versão do projeto, que foi apresentada em nova oficina realizada em dezembro de 2006. Na mesma data, o IFN foi discutido na CONAFLOR (Comissão Nacional de Florestas).

Coordenação Nacional

O IFN é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro, outras instituições contribuem na sua execução e os estados também participam como parceiros e importantes beneficiários dos dados e informações.A realização do IFN está prevista no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e a competência de sua coordenação pelo Serviço Florestal está prevista no Decreto 6.101/2007.

Recursos Financeiros

O IFN é executado com recursos do Governo Federal, de Estados e projetos de apoio financiados pelo Fundo Amazônia, Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e Programa de Investimento Florestal (FIP).

Instituições Parceiras

Para executar o Inventário Florestal Nacional, o Serviço Florestal estabelece parcerias com instituições no Brasil e também internacionais. Dentre elas destacam-se:

  • Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – ADS
  • Associação Plantas do Nordeste – APNE
  • Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
  • Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC
  • Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA)
  • Embrapa Florestas (Curitiba, PR)
  • Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – EPAGRI
  • Fundação de Apoio à Pesquisa de Santa Catarina – FAPESC
  • Fundação Universidade Regional de Blumenau – FURB
  • Fundo Global para o Meio Ambiente – GEF
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
  • Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – IDAF
  • Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará – IDEFLOR
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
  • Jardim Botânico de Curitiba
  • Jardim Botânico de Nova York – NYBC
  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ
  • Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO
  • Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná – SEAB-PR
  • Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro – SEA-RJ
  • Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia – SEDAM
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas – SEMA
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado de Sergipe
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo – SEAMA
  • Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará – SEMA
  • Secretaria do Meio Ambiente da Bahia – SEMA
  • Secretaria Extraordinária para Coordenação do Programa Municípios Verdes do Pará – PMV
  • Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná – SEMA-PR
  • Serviço Florestal Americano – USFS
  • Superintendência de Meio Ambiente do Ceará – SEMACE
  • Universidade de Brasília – UnB
  • Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT
  • Universidade Federal de Rondônia – UNIR
  • Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
  • Universidade Federal de Sergipe – UFS
  • Universidade Federal do Amazonas – UFAM
  • Universidade Federal do Ceará – UFCE
  • Universidade Federal do Espírito Santo – UFES
  • Universidade Federal do Paraná – UFPR
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN
  • Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA

Comissões

Comissões Nacionais

O objetivo da Comissão Consultiva Nacional (CCN) é acompanhar a implementação do IFN, fazer recomendações para a padronização e harmonização metodológica com as atuais políticas florestais internacionais, nacionais e estaduais, assegurando que as informações e análises sejam geradas com qualidade e em tempo hábil.

Comissão Técnica do IFN

A Comissão Técnica do IFN se dedica a prestar consultoria à Secretaria Executiva do projeto e à e ao Serviço Florestal Brasileiro sobre questões técnicas e metodológicas de forma a promover a consistência e a evolução metodológica. A Comissão Técnica é integrada por especialistas e consultores experientes, de reconhecida autoridade nas principais áreas relacionadas ao monitoramento de florestas.

Sempre que necessário, a Comissão Técnica poderá propor a criação de comitês técnicos para debater temas específicos necessários para garantir uma adequada execução do projeto, buscando, em especial, melhorar os aspectos metodológicos e apoiar decisões técnicas relevantes.

Comitês Temáticos

Conforme a necessidade, o Comitê Técnico Nacional propõe a criação de Comitês temáticos. Os comitês temáticos suprem demandas específicas dentro do projeto do IFN e têm a função de assegurar a qualidade dos aspectos metodológicos e da análise dos dados e contribuem com recomendações técnicas.Abaixo, alguns comitês temáticos já que foram estabelecidos:

  • Socioambiental
  • Paisagem
  • Identificação botânica
A elaboração e implementação do Inventário Florestal Nacional se justifica, principalmente, pelas seguintes razões:
  • Importância nacional e global dos recursos florestais: a partir da Rio 92 as florestas assumiram papel de grande importância na agenda internacional, valorizando-se suas funções ambientais e sociais;
  • O Brasil não dispõe de informações adequadas sobre seus recursos florestais: não havia ainda no país um levantamento sistematizado de informações sobre os recursos florestais brasileiros;
  • Informações adequadas para estabelecer políticas públicas, de conservação e uso dos recursos: um país de grande extensão territorial e diversidade de ecossistemas florestais necessita formular políticas com base em informações regionalizadas e atuais;
  • Relatórios internacionais sobre as florestas: o país precisa fornecer informações sobre os seus recursos florestais, também para atender a demandas da agenda internacional sobre o tema florestas;
  • Iniciativas Estaduais isoladas e independentes: o desenvolvimento de uma metodologia nacional incentivará que os estados participem e componham um inventário único, em nível nacional;
  • Descentralização da gestão florestal: o IFN poderá suprir demandas das unidades da federação sobre informações, subsidiando também a gestão em nível estadual.

O principal objetivo do IFN é produzir informações sobre os recursos florestais do Brasil, tanto de florestas naturais como de florestas plantadas, a cada cinco anos, servindo de subsídio à formulação de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação.

O escopo do IFN compreende os recursos florestais em geral, a avaliação da qualidade e condições das florestas e a sua importância para as pessoas. Foi concebido como um inventário florestal contínuo para monitorar as mudanças relacionadas às florestas a cada cinco anos. É de abrangência nacional e utiliza uma metodologia padronizada. Além disso, o foco principal do IFN é a produção de informações estratégicas para aplicações em políticas públicas.

Saiba mais:

Fim do conteúdo da página