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Pesquisa que facilita identificação de madeiras recebe apoio da ITTO e da Cites

05/05/2014

Apoio do Programa ITTO-Cites será de dois anos

Apoio do Programa ITTO-Cites será de dois anos


Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal estuda tecnologia que pode ajudar a combater comércio ilegal do mogno, espécie ameaçada de extinção
 

As pesquisas do Laboratório de Produtos Florestais (LPF/SFB) que avaliam o uso da luz infravermelha para distinguir o mogno de outras espécies muito parecidas terão o apoio da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO) e da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

O LPF desenvolverá metodologia para o uso de aparelhos portáteis a fim de avaliar se eles discriminam a madeira de mogno com a mesma confiabilidade dos equipamentos de bancada (que fornecem resultados mais precisos, exatos e confiáveis e usados em ambiente de laboratório).

“É uma tecnologia que, se for confirmada, pode ser revolucionária nessa área específica de interesse”, afirma o coordenador do Programa ITTO-Cites para a América Latina, Ivan Tomaselli, que participou junto com o coordenador-geral do Programa ITTO-Cites, Steven Jonhson, de reunião no SFB no dia 16/04.

Tecnologia contra o comércio ilegal
O mogno é uma espécie ameaçada de extinção, de alto valor, e que tem seu comércio internacional restrito pela Cites, da qual o país é signatário. Mas como sua madeira é muito parecida com as de cedro, andiroba e curupixá, uma fraude possível é transportá-la irregularmente como se fosse uma dessas espécies.

Um especialista em identificação de madeiras consegue, a olho nu, dizer se uma madeira é mogno ou não. Mas como a formação desse profissional leva anos, o LPF foi buscar uma forma eletrônica de distinguir a madeira que seja acessível a qualquer um.

Com o uso de um espectrômetro (equipamento que emite luz infravermelha) de bancada, os pesquisadores do LPF conseguiram tirar a “impressão digital” do mogno, do cedro, da andiroba e do curupixá baseada na composição química única de cada um e viram que é possível distinguir as espécies com essa tecnologia que sempre é associada à análise estatística.

Agora, segundo a pesquisadora do LPF Tereza C. M. Pastore, o objetivo é descobrir se o espectrômetro portátil – cujo tamanho é pouco maior que uma webcan – consegue o mesmo resultado. Isso permitiria a um fiscal descobrir em poucos segundos e no local onde estiver – por exemplo, um porto – se há mogno sendo vendido ilegalmente. Ou seja, sem a necessidade de enviar a amostra a um laboratório. A ideia é adquirir os aparelhos ainda neste semestre para começar os testes.

Segundo o professor do Instituto de Química da Universidade de Brasília (IQ/UnB) Jez Braga, nessa nova fase se buscará transferir o método que a equipe já desenvolveu do equipamento de alta performance para um equipamento portátil e usar o equipamento portátil em campo. O IQ tem participado no desenvolvimento e validação dos métodos de análise matemática e estatística de dados químicos.

O projeto terá o apoio do Programa ITTO-Cites pelos próximos dois anos.
 

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