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Inventário Florestal Nacional

Última atualização em Sexta, 05 de Outubro de 2018, 10h23

topo IFN

O Inventário Florestal Nacional (IFN) é um dos principais levantamentos realizados pelo governo federal para produzir informações sobre os recursos florestais brasileiros.

Um dos diferenciais do IFN é a coleta de dados diretamente nas florestas – naturais e plantadas – incluindo a coleta de amostras botânicas e de solo, a medição das árvores e a realização de entrevistas com os moradores das proximidades. Desta forma, são avaliadas a qualidade e as condições das florestas e a sua importância para as pessoas.

Com abrangência nacional e metodologia única para todos os biomas, a coleta de dados é realizada em pontos distribuídos a cada 20 km de distância por todo o país. São produzidas informações detalhadas e de forma regular sobre aspectos como a estrutura, composição, saúde e vitalidade das florestas, biomassa, estoques de madeira e de carbono.

A proposta é que o estudo seja realizado periodicamente, com as medições sendo repetidas nos mesmos locais. Com isso, será possível também acompanhar as mudanças desses aspectos ao longo do tempo.

Com mais da metade do território (55%) coberto por florestas e abrigando a maior extensão de florestas tropicais do planeta, conhecer e monitorar toda a biodiversidade florestal é uma necessidade e um desafio para o Brasil.

Além de disponibilizar para toda a sociedade dados sobre a situação das florestas brasileiras, as informações produzidas servem principalmente para apoiar a formulação de políticas públicas e ajudar a identificar estratégias e oportunidades para o uso sustentável, recuperação e conservação dos recursos florestais.

Os resultados também atendem à demanda crescente de informações das organizações e de governos em acordos internacionais sobre florestas, instituições de pesquisa, universidades, entre outros.

A realização do Inventário Florestal Nacional está prevista no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) e é coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (Decreto 8.975/2017).

Recursos Financeiros

O IFN é executado com recursos do governo federal, de estados e de projetos de apoio financiados pelo Fundo Amazônia, Programa de Investimento Florestal (FIP) e Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

Comitês

O projeto é acompanhado por duas instâncias consultivas com o objetivo de colaborar na sua implementação e aperfeiçoamento contínuo:

- Comitê Técnico
O Comitê Técnico do IFN (CT-IFN) se dedica a apoiar o Serviço Florestal Brasileiro sobre questões técnicas e metodológicas de forma a promover a consistência e a evolução metodológica do inventário. O comitê é integrado por especialistas e consultores experientes nas principais áreas relacionadas ao monitoramento de florestas.

Sempre que necessário, o Comitê Técnico poderá propor a criação de comitês temáticos sobre questões específicas para garantir uma adequada execução do projeto e, em especial, melhorar os aspectos metodológicos e apoiar decisões técnicas relevantes. Aspectos como o levantamento socioambiental, a análise de paisagem e a identificação botânica já tiveram a contribuição de comitês temáticos.

- CGFLOP
O IFN também conta com o acompanhamento por parte dos integrantes da Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP), órgão consultivo do SFB. Além de acompanhar, a comissão avalia e apresenta recomendações para o constante aperfeiçoamento do projeto.

Na década de 1980, o Brasil realizou a primeira e única edição de um inventário florestal nacional. O objetivo principal era gerar informações sobre os estoques de madeira de florestas naturais e plantadas.

Desde então, apenas inventários regionais foram realizados no país, para atender demandas particulares de informações e subsidiar programas de colonização ou planejamento.

Mais recentemente, com o reconhecimento da importância da floresta em seus múltiplos usos para a produção de bens e serviços ambientais e sociais, alguns estados brasileiros tomaram a iniciativa de realizar os seus levantamentos estaduais. Apesar de a iniciativa dos estados ser positiva, é importante que o país também disponha de informações produzidas por uma metodologia nacional.

Neste contexto, entre 2005 e 2009, o Serviço Florestal promoveu oficinas e reuniões com especialistas brasileiros de todos os biomas e representantes de outros países que já realizavam seus inventários, para a definição do escopo e metodologia do Inventário Florestal Nacional.

Entre 2007 e 2011, foram realizadas as primeiras coletas de dados em campo, no estado de Santa Catarina, em parceria com a Universidade Regional de Blumenau (Furb).

A iniciativa teve também a participação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). O levantamento foi financiado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Governo do Estado.

Em 2009, o SFB realizou o levantamento no Distrito Federal e está progressivamente implementando em todo o país, por estados, mesorregiões e biomas, conforme os recursos disponíveis e negociações com os governos locais e instituições financiadoras.

Os inventários florestais nacionais são uma importante ferramenta na gestão dos recursos florestais dos países. Também tem crescido sua importância no contexto das agendas internacionais, como mudanças climáticas, efeito estufa e diversidade biológica.

Segundo a FAO, a estimativa é que 97 países ao redor do mundo realizem inventários florestais nacionais, sendo cerca de 60 deles em regiões de florestas tropicais. Alguns realizam seus inventários desde a década de 1920, como é o caso dos Estados Unidos, Finlândia, Suécia e Noruega, dentre outros.

Após a Segunda Guerra Mundial, muitos países adotaram o inventário florestal nacional como instrumento de informação para ajudar na sua reconstrução. Nos últimos anos, os levantamentos têm sido continuamente ampliados para permitir um monitoramento e avaliação em nível nacional que inclua as florestas, as árvores fora da floresta, sua condição, produtos e serviços, e também a sua importância para as pessoas. Para saber mais sobre iniciativas internacionais visite o site da FAO.

 


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