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Dirigentes do Serviço Florestal Brasileiro falam sobre Cadastro Ambiental Rural no Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária

  • Última atualização em Quarta, 06 de Novembro de 2019, 17h35

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Políticas de sustentabilidade do Governo Federal para os municípios são apresentadas em sala temática

O painel “A Promoção do Desenvolvimento Sustentável nos Municípios” do Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária aconteceu nesta quarta-feira (6/11), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, e teve a participação do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, do chefe da Assessoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Adrien, do coordenador de Sustentabilidade da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuário do Brasil (CNA), Nelson Filho, do coordenador-geral de Mudanças Climáticas, Elvison Ramos, e da diretora de Cadastro e Fomento Florestal do Serviço Florestal, Jaine Cubas.

O painel iniciou com a fala do assessor João Adrien que explicou a nova estrutura do Mapa ampliada para oito secretarias e a forma como são desenvolvidos e priorizados os programas de sustentabilidade. “A agricultura familiar, a regularização fundiária, a implementação do Código Florestal Brasileiro e o manejo florestal, dentre outras agendas, tornam o nosso desafio de conciliar produção, preservação e desenvolvimento sustentável intrínseco ao Mapa”, disse Adrien.

Valdir Colatto fez um panorama das atribuições do Serviço Florestal Brasileiro dentro do escopo do Mapa, destacando a agenda de gestão florestal com foco no desenvolvimento sustentável. O diretor-geral destacou a importância das informações coletadas pelo Inventário Florestal Nacional em 18 estados como subsídio para a formulação de políticas públicas. Falou da importância das concessões florestais e do manejo sustentável para a conservação das florestas públicas com geração de renda. A meta atual é ampliar a área concedida de 1,05 milhão de hectares para 4 milhões até 2022.

“É preciso estarmos todos engajados no fortalecimento da economia florestal para o desenvolvimento sustentável. Os produtos florestais madeireiros e não madeireiros são fonte de renda e de geração de empregos diretos e indiretos. Ressaltou ainda que os 10 milhões de hectares de florestas plantadas são responsáveis por 90% da madeira usada no país e exportada, sendo que a madeira representa a terceira commodity de exportação”, completou.2019 11 06 CongressoGestores 2

A diretora de Cadastro e Fomento Florestal, Jaine Cubas, explicou a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) na implementação do Código Florestal Brasileiro. Destacou ainda que o Serviço Florestal Brasileiro está desenvolvendo um sistema dinamizado para a análise dos 6,2 milhões de imóveis rurais já cadastrados na base de dados do Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar). “A análise dinamizada é uma resposta célere ao proprietário/possuidor que já fez o seu cadastro e vai permitir que ele acesse o Programa de Regularização Ambiental em caso de passivo ambiental ou entre nas Cotas de Reserva Ambiental (CAR)”, detalhou.

O coordenador-geral de Mudanças Climáticas, Elvison Ramos, falou da necessidade do Programa de Regularização Ambiental “pensar a propriedade como um componente da paisagem, estabelecendo opções de recuperação com produtividade respeitando a legislação”. Nelson Filho (CNA) defendeu que é preciso oferecer segurança ao produtor rural que deseja legalizar sua propriedade rural perante ao Código Florestal. A CNA por meio do Projeto ABC vai acompanhar o produtor desde a sua decisão de acessar o PRA até o acompanhamento técnico de como fazer a recuperação ambiental visando o menor custo e maior retorno produtivo.

“Pelo Projeto ABC, nós vamos oferecer uma proposta pronta de recuperação área degradada visando o retorno produtivo ao proprietário que declarar interesse em regularizar seu passivo ambiental por meio do Programa de Recuperação Ambiental”, finalizou.

O Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuário é organizado pelo Mapa, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), pela CNA e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e tem como público alvo prefeitos, secretários municipais de Agricultura, técnicos extensionistas, representantes de Sindicatos de Produtores Rurais e todos os atores envolvidos com o agronegócio no país.

O encontro tem como tema “É nos Municípios que se produz o Desenvolvimento” e acontece até amanhã (7/11) e tem o objetivo de integrar as políticas públicas para o setor agropecuário dos governos federal, estadual e municipal e fazer a sua divulgação dentro do setor produtivo, bem como, ouvir as críticas e sugestões dos produtores rurais, dos clientes finais de tais iniciativas para o seu aperfeiçoamento e para a implementação de novas políticas públicas.    

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