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Reunião sela parceria entre Coalizão Brasil e Serviço Florestal Brasileiro

  • Última atualização em Terça, 04 de Junho de 2019, 19h32

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne cerca de 200 empresas privadas e entidades do terceiro setor, reafirmou parceria com Serviço Florestal

2019 06 04 Reunião Coalizão

Representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura estiveram no Serviço Florestal (29/05) em reunião com o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto.

Participaram da reunião Eduardo Bastos, diretor executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Miguel Calmon, diretor de Florestas do World Resources Institute/WRI Brasil – organizações membros da Coalizão Brasil – e Fernanda Macedo, assessora de comunicação da organização. Da parte do Serviço Florestal, além do diretor-geral, participou do encontro o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento Paulo Henrique Marostegan e Carneiro.

Os representantes da organização ofereceram colaboração técnica ao Serviço Florestal Brasileiro com estudos que possam apoiar o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

No que tange ao PSA, a Coalizão acenou com a possibilidade de captação de recursos para pagamento aos agricultores em um projeto piloto em parceria com instituições chinesas que manifestaram interessem em contribuir. O projeto, que ainda vem sendo desenhado, seria algo como pagamento por desmatamento evitado ou pela recuperação de áreas degradadas.

Os representantes da Coalizão solicitaram, ainda, que o Serviço Florestal considere a possibilidade de que glebas não destinadas – florestas da União, sem destinação estabelecida – sejam destinadas para concessão florestal.

Paulo Carneiro explicou que já está em andamento uma experiênia neste sentido, com a Gleba Castanho – não destinada –, no Amazonas, já incluida no Plano Anual de Outorga Florestal – Paof 2020. Valdir Colatto, então, propôs um estudo de caso com a gleba Castanho em conjunto com a Coalizão.

Cacau

2019 06 04 Reunião Coalizão BFalando em nome da AIPC, Eduardo Bastos solicitou apoio do Serviço Florestal Brasileiro, no sentido de reconhecer e fomentar o plantio de cacau em áreas de Reserva Legal para fins de regularização ambiental, em regime de consórcio com outras espécies nativas.

Ele explicou que o plantio de cacau precisa de sombreamento e que, portanto, não exige desmatamento e, no caso de regularziação ambiental, pode ser plantada juntamente com as espécies nativas usadas na restauração das áreas degradadas. Eduardo Bastos ressaltou que o mercado brasileiro de cacau, hoje, gira US$ 24 bilhões ao ano, e o plano da AIPC é de dobrar este mercado em dez anos. Atualmente, o Brasil exporta US$250 milhões ao ano.

A técnica, segundo Bastos, poderia ser usado no bioma Amazônia, onde o cacau é nativo. O diretor geral determinou que o assunto seja estudado, no âmbito do Serviço Florestal Brasileiro, para esclarecer se o procedimento é possível dentro da legislação atual.

Coalizão

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multisetorial, composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras.    

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