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Inventário Florestal conclui levantamento no estado de Pernambuco

  • Última atualização em Quarta, 13 de Setembro de 2017, 12h21

20170318 IFN PE Foto Julio Pedro Ficagna2Três equipes percorreram todo o estado durante quase seis meses para fazer a coleta de dados sobre as florestas

A fase de coleta de dados em campo do Inventário Florestal Nacional (IFN) em Pernambuco chegou ao fim após quase 6 meses. De 16 de março a 31 de agosto, três equipes percorreram 249 pontos no estado, distantes 20 quilômetros entre si.

O trabalho incluiu a coleta de material botânico, amostras de solo e dados biofísicos das árvores, para avaliar as condições das florestas. Também foram realizadas entrevistas com moradores das proximidades das localidades pesquisadas, para saber o uso que fazem dos recursos florestais, entre outros aspectos socioambientais.

As amostras botânicas estão sendo identificadas por especialistas do Herbário Dárdano de Andrade-Lima do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em Recife. O objetivo é conhecer quais as espécies existentes e sua distribuição geográfica. Já as amostras de solo estão sendo analisadas pela Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional (Fundenor).

“Com os resultados do IFN, teremos um amplo diagnóstico das florestas pernambucanas tanto nas áreas de Caatinga quanto de Mata Atlântica”, explica a gerente executiva do Inventário Florestal Nacional, Claudia Rosa, do Serviço Florestal Brasileiro. “E essas informações poderão ser usadas para auxiliar na formulação, implementação e execução de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação dos recursos florestais”, acrescenta. A previsão é que os resultados sejam divulgados em 2018.

Andamento

O IFN é coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Em Pernambuco, o levantamento foi realizado com recursos do Projeto GEF (Global Environmental Facility) de Apoio ao IFN, administrados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), num total de cerca de R$ 900 mil. O trabalho também contou com o apoio do governo do estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Quase 170 milhões de hectares (20% do país) já foram inventariados, com a coleta de dados tendo sido concluída em 11 estados – Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – e no Distrito Federal. Mais de 45 mil amostras de plantas já foram coletadas em cerca de 5 mil pontos no país.

Neste momento, equipes estão em campo coletando dados no bioma Cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e também em todo o estado de Roraima. Ainda este ano, o levantamento deverá ter início em outras regiões.

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