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Metodologia - IFN DF

Última atualização em Segunda, 09 de Abril de 2018, 14h12

Foram amostrados os pontos da grade nacional do IFN, de 20km x 20km, com adensamento de 10km x 10km, e, na região noroeste do DF, de 5km x 5km, excluindo-se as áreas urbanas, conforme a figura abaixo:

 As informações foram levantadas em três componentes: mapeamento, coleta de dados biofísicos e levantamento socioambiental.

ifn df metotologia

  

 Mapeamento

Foi realizado o mapeamento da cobertura de vegetação e uso do solo no Distrito Federal, que utilizou como referência um conjunto de imagens obtidas pelo satélite ALOS (Advanced Land Observing Sattellite) do ano de 2009. Foram utilizados seis quadrantes do sensor PRISM (Panchromatic Remote-Sensing Instrument for Stereo Mapping) com resolução espacial de 2,5 metros, e ainda quatro quadrantes do sensor AVNIR (Advanced Visible and Near Infrared Radiometer) com resolução espacial de 10 metros. A partir dessa interpretação foi realizada a classificação da cobertura vegetal e uso da terra. Para a classificação da cobertura vegetal utilizou-se o sistema do IBGE.

 Clique aqui para fazer o download do shape do mapeamento

 

  

  

Coleta de dados biofísicos

Foram amostrados 68 conglomerados, compostos por 4 subunidades amostrais de 0,1ha (20m x 50m) cada (Figura 1), distribuídos sistematicamente em todo o DF, totalizando uma área inventariada de 27,2 ha. Em cada subunidade amostral foram levantadas as características de uso do solo, e coletados dados da vegetação existente, como o diâmetro e altura total das árvores, arbustos e palmeiras, que atenderam ao critério de inclusão do diâmetro à altura do peito (DAP) igual ou superior a 10 cm nas matas, e diâmetro à altura da base (30cm do solo) (Db) superior a 10 cm nas tipologias de cerrado. Foi também registrada a qualidade e a sanidade das árvores e coletadas amostras de material botânico (folhas, flores, frutos). Ainda, em cada subunidade, uma subparcela (10m x 10m) foi destinada à medição de arbustos e árvores com diâmetro entre 5 e 10 cm. Dentro da última subparcela (10m x 10m) foi alocada outra subparcela de 5m x 5m, para o registro de informações sobre a regeneração natural (altura≥1,30m e diâmetro<5cm) e coleta de amostras botânicas das herbácias de maior ocorrência. (Figura 1).

Para a coleta de dados sobre necromassa foram instalados dois transectos, perpendiculares entre si e formando 45° em relação aos pontos cardeais. Nestes transectos foi medido o diâmetro de todo o material lenhoso morto que cruzava o transecto, com diâmetro maior ou igual a 2,5 cm.

Foram coletadas amostras de solo dentro de um raio de até 2 metros do ponto central de cada conglomerado, nas profundidades de 0-20 cm e 30-50 cm, utilizando trado holandês ou cavadeira. Amostras indeformadas do solo foram coletadas com equipamento adequado e utilizadas para averiguação da densidade, volume e estimativa do carbono no solo. As amostras de solo foram enviadas ao laboratório especializado para análises.

A coleta de material botânico foi realizada para todas as espécies lenhosas e herbáceas que ocorreram nos conglomerados. Após a coleta, o material herborizado foi enviado ao Herbário da Reserva Ecológica do IBGE (RECOR-IBGE). Ressalta-se que os levantamentos de campo foram executados pela Universidade de Brasília - UnB, envolvendo alunos e professores.

Ao total foram medidas 3.941 indivíduos entre espécies arbóreas, arbustivas e palmeiras e coletadas 518 amostras de plantas.

 

Levantamento socioambiental

Em um raio de 2 km de cada conglomerado foram selecionados aleatoriamente 4 domicílios para aplicação do questionário socioambiental.

A coleta de dados socioambientais foi feita por meio de entrevistas domiciliares e teve como objetivo obter informações sobre o uso local e a percepção dos recursos florestais.

Foram entrevistados 130 moradores rurais que vivem no entorno dos pontos de coleta de dados do IFN-DF.

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